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terça-feira, 14 de julho de 2020

Lava Jato destina R$ 508 milhões para o combate à Covid-19, mas governo questiona


A Lava Jato destinou R$ 508 milhões para o combate Covid-19. Esse dinheiro foi recuperado. Estava nas mãos dos corruptos do petrolão. O governo federal não gostou. Colocou a Advocacia-Geral da União para questionar a destinação desse valor. 

Racionem comigo... Cada respirador custa, em média, R$ 87 mil. Então, o valor destinado ao Ministério da Saúde daria para comprar mais de 5.800 (cinco mil e oitocentos) respiradores e salvar a vida de muitos brasileiros. 

Leia aqui a reportagem do Globo.

sábado, 11 de julho de 2020

Quem são os empresários que ganham com a cloroquina no Brasil


Reportagem do Estadão mostra quem são os empresários que estão ganhando com o aumento nas vendas de cloroquina. O consumo do produto pelos brasileiros cresceu 358% durante a pandemia. Apesar de ser considerado ineficaz para a covid-19 pela Organização Mundial de Saúde, a cloroquina vem sendo fervorosamente defendida pelo presidente Jair Bolsonaro. 

O jornal informa que o laboratório Aspen, do empresário e militante bolsonarista Renato Spallicci, triplicou em abril a produção de Reuquinol, elaborado à base de cloroquina. Em 26 de março, a caixinha do medicamento apareceu no mundo todo ao ser exibida por Bolsonaro num encontro virtual de líderes do G-20.

Na quinta (9), após diagnóstico de covid-19, Bolsonaro exibiu em uma live a versão genérica do medicamento. A fabricante, EMS, integra o grupo controlado por Carlos Sanchez, também dono do laboratório Germed, outro autorizado a vender a cloroquina no País. Ainda de acordo com o jornal, Sanchez participou de duas reuniões com Bolsonaro desde o início da pandemia.

Outro fabricante de cloroquina é a empresa Cristália, Produtos Químicos e Farmacêuticos Ltda. Um de seus representantes, Ogari de Castro Pacheco, é segundo-suplente do líder do governo no Senado, Eduardo Gomes (MDB-TO). Conforme informado por este blog (
clique aqui), em agosto do ano passado, Bolsonaro participou da inauguração de uma ampliação da empresa. À época, Ogari e o outro representante da empresa eram réus por participação em esquema de corrupção da Lei Rouanet (clique aqui). 

Por fim, o Estadão informa que o único laboratório estrangeiro autorizado a vender cloroquina no País é o francês Sanofi-Aventis, que tem o presidente dos EUA, Donald Trump, como acionista. A exemplo de Bolsonaro, Trump é fervoroso defensor do medicamento.
Espero que essas informações do Estadão, somadas a tantas outras disponíveis na internet, tenham sido úteis para ajudar a formar opinião sobre o assunto. 

Clique aqui e leia a reportagem do Estadão.

Saiba mais...

O Ministério Público de Contas denunciou ao Tribunal de Contas da União o possível superfaturamento na compra de matéria-prima da cloroquina pelo Exército (leia aqui).

terça-feira, 7 de julho de 2020

Corrupção de prioridades


De acordo com o deputado federal Marcelo Freixo (PSol-RJ), o governo federal investiu apenas 43% do previsto no combate ao coronavírus, mas está planejando gastar R$ 325 milhões em publicidade e propaganda.

sábado, 4 de julho de 2020

Dinheiro do contribuinte no lixo


Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) gastou R$ 138 mil com letreiros de lata. Dinheiro do contribuinte "aplicado" em autopromoção diante de uma Esplanada dos Ministérios vazia por causa da pandemia do covid-19. Mas, tudo pode piorar. 

Em junho, o órgão foi desmembrado para permitir a criação do Ministério das Comunicações, entregue ao Centrão. Resultado: os letreiros não puderam mais ser usados, uma vez que “C” (Comunicações) está soldado ao “I” (Inovação). Letreiros no depósito. Conta já paga pelo contribuinte, conforme informou o portal Metrópoles (leia aqui).

O mesmo Metrópoles ouviu a assessoria de comunicações do antigo MCTIC, que informou que os letreiros foram colocados ali por tempo determinado, sendo retirados no vencimento do prazo.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Lulistas e bolsonaristas, juntos e misturados



Aproveitando que as atenções da sociedade estão voltadas para a pandemia, lulistas e bolsonaristas se juntaram ao Centrão na Câmara dos Deputados a fim de afrouxar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da prisão na segunda instância. 

A PEC nº 199/119 permite a prisão de pessoas condenadas após o julgamento em segunda instância ao definir que o trânsito em julgado de uma ação penal se dá nessa fase (o julgamento em segunda instância). Em outras palavras, ela acaba com os recursos extraordinário e especial ao STF e ao STJ, previstos nos artigos 102 e 105 da Constituição.

O grupo age para que a PEC incida somente sobre crimes praticados após a sua promulgação. Com isso, Flávio Bolsonaro (se condenado) e Lula (já condenado) não seriam presos na segunda instância.

Pelo lado do Centrão, um dos defensores dessa mudança na PEC é o deputado Arthur Lira (Progressistas), que emplacou apadrinhados em cargos do governo Bolsonaro. De acordo com O Antagonista (leia aqui), "ele espera poder contar com o apoio, ainda que velado, do Palácio do Planalto".

A jornalista Helena Mader, na Crusoé (clique aqui), disse que “além da intenção de esvaziar uma pauta de Sergio Moro, o Planalto não quer desagradar ao Centrão” nas discussões sobre a prisão na segunda instância.

Moro já havia falado à Crusoé (leia aqui) a respeito do interesse de Jair Bolsonaro na soltura de Lula: “O que se dizia no Planalto era que a soltura do Lula era boa politicamente para o presidente”.


Pitado do Blog

A prisão na segunda instância é fundamental para reduzir a impunidade. Ao ver esse tipo de conluio entre correntes aparentemente opostas, aliando-se à banda podre da política (Centrão), conclui-se, sem nenhuma surpresa, que o combate à corrupção nunca foi realmente prioridade no Brasil.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

MP de Contas pede suspensão de pagamento de mais um "agrado" concedido aos militares


O subprocurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Lucas Rocha Furtado, questionou junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) a concessão  de uma gratificação aos militares das Forças Armadas. O aumento do “adicional de habilitação”, concedido por ato do presidente da República, poderá chegar a R$ 1.600 e deverá ser pago a partir deste mês.

Para o membro do MPC, a concessão dessa benesse constrange a sociedade brasileira, uma vez que "os integrantes da Forças Armadas serão favorecidos por aumentos na sua remuneração justificados, aparentemente, tão somente por sua proximidade e simpatia do atual chefe máximo do Poder Executivo Federal, egresso da carreira militar." 

Nesse sentido, lembra que o governo Bolsonaro "já fez outros 'agrados' aos militares, empregando 2.900 na administração e promovendo reforma previdenciária mais amena."

Furtado alega, ainda, que a concessão do aumento é flagrantemente ilegal. Isso porque vai de encontro à Lei Complementar 173/2020, que estabelece o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus SARSCoV-2 (Covid-19). De acordo com essa lei, até 31/12/2021, União, Estados, Distrito Federal e  Municípios estão proibidos de conceder qualquer aumento ou reajuste de remuneração, auxílio, vantagem, abono, ou benefício de qualquer natureza.

Segundo o MPC, a concessão do benefício, sobretudo quando há sinais de queda vertiginosa do Produto Interno Bruto, mostra-se "inteiramente inoportuna e indecorosa e até, porque não dizer, de monstruosa indiferença com a população – como quem pergunta 'e daí' diante das tragédias alheias –, sobretudo com as pessoas mais pobres, que serão chamadas a pagar a conta exatamente no momento em que, possivelmente, enfrentam as maiores dificuldades, incertezas e angústias de suas vidas."

Ao final, o subprocurador-geral do MPC pede ao TCU, em caráter de urgência, determinar ao governo federal que "se abstenha de proceder ao reajuste de qualquer remuneração dos integrantes das Forças Armadas, seja ela vencimento, auxílio, gratificação ou benefício de qualquer outra espécie, ao menos enquanto durar a pandemia causada pelo Covid-19 ou até que o Tribunal decida sobre o mérito da questão."


Saiba mais...

Lei Complementar nº 173/2020:
Art. 8º Na hipótese de que trata o art. 65 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios afetados pela calamidade pública decorrente da pandemia da Covid-19 ficam proibidos, até 31 de dezembro de 2021, de: 
I - conceder, a qualquer título, vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração a membros de Poder ou de órgão, servidores e empregados públicos e militares, exceto quando derivado de sentença judicial transitada em julgado ou de determinação legal anterior à calamidade pública; 
(...) 
VI - criar ou majorar auxílios, vantagens, bônus, abonos, verbas de representação ou benefícios de qualquer natureza, inclusive os de cunho indenizatório, em favor de membros de Poder, do Ministério Público ou da Defensoria Pública e de servidores e empregados públicos e militares, ou ainda de seus dependentes, exceto quando derivado de sentença judicial transitada em julgado ou de determinação legal anterior à calamidade;


segunda-feira, 29 de junho de 2020

TCU deverá absolver militares que causaram prejuízo de R$ 273 milhões


De acordo com o The Intercept Brasil, o Tribunal de Contas da União (TCU) prepara absolvição de generais do Exército que queimaram R$ 273 milhões em negócio bilionário. Militares assinaram contrato com a FIAT. Perceberam que erraram a conta. Ao final, aceitaram pagar mais para receber menos viaturas.

Nesse tipo de caso, em que os erros foram considerados "grosseiros", costuma-se condenar os responsáveis ao pagamento de multa e ao ressarcimento do prejuízo. É possível, inclusive, aplicar-se multa de maior valor, proporcional ao dano, e condenar os gestores à inabilitação para o exercício de cargo em comissão.

Nesse processo, contudo, o TCU dispensou os militares e a empresa de ressarcirem os cofres públicos (o contribuinte) em R$ 273 milhões. Pode ser pior. Segundo o The Intercept Brasil, há sinais de que o tribunal não deverá sequer  multar os militares.

Saiba mais...

O que é erro grosseiro? De acordo com entendimento do próprio TCU, é aquele que "poderia ser percebido por pessoa com diligência abaixo do normal, ou seja, que seria evitado por pessoa com nível de atenção aquém do ordinário, consideradas as circunstâncias do negócio. Dito de outra forma, o erro grosseiro é o que decorreu de uma grave inobservância de um dever de cuidado, isto é, que foi praticado com culpa grave."


Leia a reportagem clicando aqui.

domingo, 28 de junho de 2020

Comer pastel em Abadiânia não tem preço


30 de maio. Jair Bolsonaro foi a Abadiânia-GO comer pastel. Para tanto, usou um helicóptero PÚBLICO. Vale dizer: foi passear com o dinheiro do CONTRIBUINTE. Com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), o site Metrópoles queria saber quanto custou esse passeio. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, contudo, se negou a esclarecer os gastos. Alegou não poder divulgar informações que possam colocar em risco a segurança do presidente.

AGU recorre de decisão que obrigou Bolsonaro a usar máscara


O presidente da República usou a Advocacia-Geral da União para recorrer da decisão da Justiça Federal que o obrigou a usar máscara, a medida mais elementar na prevenção da covid-19.

Isso é típico de repúblicas bananeiras. O presidente, além de dar mais um péssimo exemplo à sociedade, usa o dinheiro do contribuinte para tentar fugir do cumprimento de uma decisão judicial. O cidadão foi "convidado" a pagar essa conta. Isso porque o presidente, que aposta no ridículo da política, resolveu negar a ciência e promover aglomerações, colocando a saúde das pessoas em risco.

terça-feira, 23 de junho de 2020

Justiça obriga presidente da República a usar máscara


Decisão do juiz Renato Borelli, da 9ª Vara Cível Federal do Distrito Federal, obriga o presidente Jair Bolsonaro a adotar a mais elementar medida de enfrentamento ao coronavírus: o uso de máscara. Se não cumprir, multa diária de R$ 2 mil.

Na decisão, obrigou também a União a exigir de seus servidores o uso dessa proteção individual sob pena de multa diária de R$ 20 mil.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Queria explodir o Nordeste e acabou ganhando cargo na Educação



O cidadão João Gabriel, que um dia disse querer explodir o Nordeste (acima), acaba de ser nomeado para o cargo comissionado de Subsecretário de Educação da Prefeitura de Araguari (abaixo). 

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Milícias militares


Vivi tempo suficiente para ver militares (inclusive, ex-colegas de farda) atuando na propagação de fake news e ódio, bem como na defesa de políticos criminosos e autoritários. O motivo: interesse em ganhar poder, cargos e aumentos salariais.  Consequência: formação de milícias bolsonaristas nas Forças Armadas e polícias militares. Isso é muito grave!

O único meme que restou depois da prisão do Queiroz


quarta-feira, 17 de junho de 2020

Rindo na cara da sociedade


No Rio, após ser solto, o deputado Marcos Abraão (preso na operação Furna Onça) nomeou para o seu gabinete o diretor do Presídio e o chefe de segurança do Presídio Bangu 8, local onde estava preso.

Em Araguari, o então secretário de Gabinete Marco Antonio Farias foi afastado do cargo cautelarmente por ordem judicial (Operação Hoopoe). Logo após esse afastamento, a esposa dele foi nomeada pelo prefeito Marcos Coelho para cargo comissionado na Prefeitura. Aliás, atualmente, o ex-secretário, foragido da justiça, deve estar rindo em lugar incerto e não sabido.

De comum, nos dois casos, não apenas a certeza da impunidade, mas também algumas gargalhadas na cara da sociedade, do Ministério Público e do Judiciário.


terça-feira, 16 de junho de 2020

Tentativa de censura


A charge do Aroeira, publicada no blog do jornalista Ricardo Noblat, incomodou o governo Bolsonaro. Tanto que o ministro da Justiça pediu à Polícia Federal e ao Ministério Público a apuração do "caso". Cuida-se, na verdade, de mais uma clara tentativa autoritária de intimidar jornalistas e censurar a livre expressão e circulação de idéias. 

terça-feira, 9 de junho de 2020

Decisão obriga município de Araguari a dar publicidade aos honorários de sucumbência recebidos por procuradores e advogados públicos


A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) deu provimento a recurso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), condenando o município de Araguari, no Triângulo Mineiro, à obrigação de publicar os honorários advocatícios sucumbenciais pagos aos seus advogados, nos últimos dois anos.

Uma Ação Civil Pública, proposta pela 1ª Promotoria de Justiça de Araguari, pediu que o município publicasse em seu Portal da Transparência os valores de honorários de sucumbência recebidos pelos   procuradores e advogados públicos. De acordo com o autor da ação, promotor de Justiça André Luís Alves de Melo, “é dever da municipalidade a disponibilização de informações de interesse   público, e direito dos cidadãos fiscalizar os atos da gestão pública enquanto contribuintes, o que se faz mediante a publicação e transparência ativa de tais informações”.

Nas razões recursais, o promotor de Justiça Henrique Otero Costa argumenta que se trata de verba recebida por agente público em razão do exercício de um cargo público, de maneira que o cidadão tem o direito de acesso a tal informação. “Nada justifica o sigilo em relação ao tema, sigilo este que deve ser exceção na administração pública, sendo a transparência das informações a regra”.

Na decisão, o relator, desembargador Carlos Levenhagen, afirma que “o direito à informação, preconizado pela Constituição Federal de 1988 como direito fundamental, possui como principal escopo conferir efetividade ao próprio pacto do Estado Democrático de Direito, na medida em que incrementa a possibilidade de que os cidadãos participem, efetivamente de maneira mais justa e consciente, das decisões públicas”. 
Transcrito do site do MPMG.

sábado, 6 de junho de 2020

Falta de transparência


Governo federal consegue ser pior do que a Prefeitura de Araguari na questão da transparência. Resolveu publicar apenas informações mínimas sobre os casos de coronavírus. Agora, resta aguardar a revisão do número de mortes que será feita pela gestão Bolsonaro. Quem sabe o presidente, que é visto como um deus por muitos, consiga ressuscitar milhares de brasileiros.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Governo lança edital a fim de comprar esteira de R$ 44 mil para o general Mourão


O governo federal abriu um edital no valor de R$ 44 mil para comprar uma esteira ergométrica para o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, usar no Palácio do Jaburu.

O edital estima a aquisição do equipamento no valor de R$ 43.094,06. Com a instalação, poderá custar a R$ 44.034,52. A abertura das propostas ocorrerá no dia 6 de junho.

Ao justificar a aquisição, a vice-presidência alegou que Mourão não pode realizar exercícios físicos fora da residência oficial por razões de "segurança, privacidade e agenda institucional".

De acordo com o edital, a esteira deve ter conexão com a internet e "tela touch screen de alta definição com aplicativos de entretenimento, internet, TV, cursos interativos e mais". Deve, ainda, "possuir interface com sensores sem-fio de frequência cardíaca (telemetria padrão Garmin, Polar, Bluetooth ou ANT+) ou sensores de contato em manoplas (empunhaduras) no equipamento".

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Advocacia administrativa?


Fomos informados de que dois funcionários públicos comissionados estariam atuando dentro da Prefeitura para defender os interesses privados de uma conhecida empresa que está devendo ao município. A dívida já está em fase de execução no Judiciário. Por outros motivos, um desses "advogados" foi, inclusive, investigado pela Operação Hoopoe.

O dia promete, mas...


Hoje, o dia promete. O ministro do STF Celso de Mello enviou ao Procurador-Geral da República, para exame, o pedido de apreensão dos celulares de Jair Bolsonaro e de seu filho Carlos, formulado por parlamentares. Às 17h, o ministro deverá autorizar a divulgação, ainda que parcial, do vídeo com a reunião ministerial do dia 22/4. Vale lembrar que Sérgio Moro disse que, nessa reunião, Bolsonaro exigiu em tom autoritário a troca na Polícia Federal. 

Em qualquer democracia do mundo, a "casa iria cair", mas, lembre-se de que: estamos no Brasil. Graças às "preces" da milícia evangélica, ao apoio político "desinteressado" do centrão e às ameaças antidemocráticas da facção militar, é provável que tudo dê em nada. 

segunda-feira, 18 de maio de 2020

TCU evita rombo de R$ 131 mi ao sustar pagamento ilegal a militares


Enquanto 8 milhões de brasileiros (informais, autônomos e desempregados) ainda enfrentam dificuldades para receber a primeira parcela do auxílio emergencial, 73 mil militares ganharam o benefício indevidamente. Sem filas bancárias, o R$ 43,9 milhões, referentes à primeira parcela, foram creditados diretamente nas contas bancárias de militares e pensionistas. O Tribunal de Contas da União - TCU determinou a imediata devolução dos valores recebidos ilegalmente (clique aqui). Se não fosse a intervenção imediata do TCU, os cofres públicos sofreriam um rombo total de R$ 131 milhões.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Golpe financeiro é aprovado no Congresso


Banco Central poderá gastar trilhões para comprar papéis podres dos bancos e mandar a conta para o povo na forma de mais dívida pública ilegítima.

Na tarde desta quarta-feira (6), a Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 10/2020, que permite ao Banco Central (BC) adquirir papéis podres dos grandes bancos e investidores, sem limite algum. O presidente do BC já havia declarado que esse negócio irá custar R$972,9 bilhões , porém, esse valor não considera a atualização pela inflação, como constou de levantamento publicado pelo Estadão – que revelou ainda que esses papéis estão acumulados há 15 anos, ou seja, se computada a atualização, estamos falando de um rombo de vários trilhões de reais!

A dívida pública vai aumentar exponencialmente e a contrapartida serão esses papéis podres adquiridos pelo Banco Central!

O povo é que vai pagar essa dívida pública, como sempre, com mais arrocho fiscal, privatizações, contrarreformas etc.

Agora a PEC já segue para ser promulgada pelo Congresso Nacional.

A deputada Fernanda Melchionna (Líder do PSOL) novamente apresentou destaque para que o Artigo 7º (que previa esta operação) fosse votado em separado, no sentido de tentar excluir esse artigo. Porém, apenas 88 parlamentares votaram NÃO (ou seja, contra o artigo 7º), enquanto 400 votaram a favor desta operação escandalosa, que irá comprometer de forma extremamente negativa as finanças públicas do país , beneficiando somente os bancos, que já se ressarciram das perdas referentes aqueles papéis podres quando apuraram anualmente seus resultados!

CONFIRAM A LISTA DE VOTAÇÃO!!! DENUNCIEM OS PARLAMENTARES QUE VOTARAM SIM A ESTE ARTIGO ESCANDALOSO NOS RESPECTIVOS ESTADOS!!! QUEM VOTOU SIM A ESSE GOLPE SÓ ESTÁ REPRESENTANDO INTERESSE DA BANCA E NÃO DO POVO!

Várias mentiras foram ditas pelos líderes que defenderam a aprovação da PEC, mentiras essas fartamente desmontadas por 5 Notas Técnicas publicadas pela Auditoria Cidadã da Dívida desde que a PEC 10 foi protocolada (a exemplo da Nota 5) , e pela Notificação Extra-Judicial enviada a todas as lideranças da Câmara.

Esta PEC é mais uma prova cabal, didática e escancarada da produção de dívida pública por meio de mecanismos financeiros totalmente ilegítimos, sem contrapartida alguma ao país ou à sociedade, o que denominamos SISTEMA DA DÍVIDA!

Seguimos na luta pela completa AUDITORIA DA DÍVIDA, com participação social, pois essa é a ferramenta que irá comprovar a verdade e desmascarar os mecanismos fraudulentos como o que essa PEC 10 autoriza.

Transcrito da Auditoria Cidadã da Dívida (clique aqui).

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Moro: combate á corrupção não é pririodade do governo


O ex-ministro da Justiça Sergio Moro disse em entrevista à  “Revista Veja” que “o combate à corrupção não é prioridade do governo” do presidente Jair Bolsonaro.

Moro pediu demissão na sexta, 24, alegando que Bolsonaro tentou interferir indevidamente na atuação da Polícia Federal.

Na segunda-feira, o ministro Celso de Mello abriu inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar os fatos. Moro também informou à “Veja” que irá apresentar provas ao tribunal para embasar suas acusações.

terça-feira, 28 de abril de 2020

STF abre inquérito para apurar crimes supostamente praticados por Bolsonaro





































O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal - STF, autorizou, na segunda-feira (27/4), a abertura de inquérito para apurar as condutas do presidente, Jair Bolsonaro, e declarações do ex-juiz federal Sergio Moro ao anunciar sua demissão do Ministério da Justiça.

A decisão acolhe pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. O decano do STF entendeu que os crimes supostamente praticados por Jair Bolsonaro, conforme descrito por Moro, podem ser conexos ao exercício do mandato presidencial. De acordo com ele, essa conexão confere legitimação constitucional ao inquérito criminal.

Na sexta-feira (24/4), Moro afirmou que Bolsonaro exonerou o diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, porque queria ter alguém do "contato pessoal dele [na PF] para poder ligar e colher relatórios de inteligência". Disse ainda:  "O presidente me falou que tinha preocupações com inquéritos no Supremo, e que a troca [no comando da PF] seria oportuna por esse motivo, o que gera uma grande preocupação".

De acordo com o Procurador-Geral da República, as afirmações de Moro podem resultar em, pelo menos, oito crimes: falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra.


De acordo com Aras, os primeiros crimes acima poderiam poderiam ter sido praticados por Bolsonaro. Os demais, por Moro.  "A dimensão dos episódios narrados revela a declaração de ministro de Estado de atos que revelariam a prática de ilícitos, imputando a sua prática ao presidente da República, o que, de outra sorte, poderia caracterizar igualmente o crime de denunciação caluniosa", afirmou o procurador-geral.

O ministro ainda concedeu à Polícia Federal prazo de 60 dias para realização de diligência, intimando assim o ex-ministro Sérgio Moro para atender à solicitação feita pelo órgão.

Atualização: no dia 30 de abril, o relator, ministro Celso de Melo, determinou a intimação do ex-ministro para depor no referido inquérito. A inquirição de Sérgio Moro deve ser feita pela Polícia Federal no prazo de cinco dias. 

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Complete o tanque!


Jair Bolsonaro costumava andar de carro com o tanque cheio. Em uma dos casos de superfaturamento denunciados pela Agência Sportlight, o então deputado federal abasteceu o carro com mais de mil litros de gasolina comum, desembolsando R$ 2.608 em uma só vez. A conta foi paga pela Câmara dos Deputados.

sábado, 28 de março de 2020

Coronavírus: prefeito de Florianópolis explica o porquê do isolamento




De forma bastante didática, o prefeito de Florianópolis, Gean Marques Loureiro (DEM), explica o motivo da manutenção das medidas de isolamento no município em razão da epidemia de coronavírus.

Palácio do Planalto gastará quase meio milhão de reais para trocar cortinas

Em plena pandemia do coronavírus,  a Presidência da República abriu licitação para trocar as cortinas e persianas do Palácio do Planalto. Estima gastar R$ 435.982,96 (quatrocentos e trinta e cinco mil, novecentos e oitenta e dois reais e noventa e seis centavos). A abertura das propostas ocorrerá no dia 13/04. 
Clique aqui e veja o edital da licitação.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Sem licitação, propaganda do "Brasil não pode parar", custará R$ 4,8 milhões














A propaganda para defender a tese do isolamento vertical - com o slogan "O Brasil Não Pode Parar" - custará R$ 4,8 milhões (R$ 4.897.855,00). A campanha, seguindo a "tese" do presidente Jair Bolsonaro, irá defender a interrupção do isolamento da população mais jovem.

A contratação foi realizada sem licitação. O conteúdo está sendo produzido pela agência iComunicação.

De acordo com Guilherme Amada, da Época, a Secretaria Especial de Comunicação Social - Secom avaliou 12 propostas, e o "martelo foi batido por Carlos Bolsonaro."


Pitaco do Blog

Não basta correr um risco maior ainda de contrair a doença. É preciso desempenhar o papel de idiota completo, pagando por uma campanha publicitária contrária às recomendações de médicos e cientistas. 

Detalhe interessante é que, ao contrário cidadão-contribuinte, que poderá morrer na fila de um SUS em colapso, o presidente da República contará, se necessário, com uma UTI pronta para socorrê-lo.

Nem falarei do fato de Carlos Bolsonaro, que não ocupa cargo no governo, ter batido o martelo para escolher a empresa contratada. Afinal, princípios, como os da moralidade e da impessoalidade, já não mais vigoram no Brasil. No derretimento da democracia, aos filhos do rei tudo é permitido.