quinta-feira, 13 de março de 2014

A impotência, a hibernação e a impunidade


Ontem, ouvi parte da entrevista da vereadora Eunice Maria Mendes ao programa Sem Rodeios, apresentado pela jornalista Leilamar Costa, na Alternativa FM. Pude extrair de sua fala que há uma sensação de impotência dos vereadores de oposição (apenas dois) em relação ao governo Raul Belém. Especialmente, notei uma certa descrença na possibilidade de barrar os inúmeros atos suspeitos praticados pela atual gestão.

Ao ouvi-la, reforcei a minha impressão de que o prefeito e sua turma têm a mais absoluta certeza da impunidade. Eles demonstram claramente a intenção de prosseguir na empreitada de desatinos iniciada antes da posse com aqueles acordos e conchavos próprios da jogatina eleitoral. O que se vê, agora, é uma espécie de pagamento do preço de pactos diabólicos. Perpetuam-se os atos suspeitos que nada têm a ver com o programa de governo apresentado à sociedade. Parece que as necessidades públicas são criadas segundo os interesses dos amigos do poder. O governo é para poucos. O projeto é apenas de poder. E todo poder corrompe, já ensinara Montesquieu.

Mas somente a omissão da maioria dos vereadores não seria suficiente para assegurar aos atuais governantes a certeza da impunidade. Esta é alimentada por outras circunstâncias. Outros atores relevantes entram em cena. Vivifica-se a impressão de que, além da Câmara, os demais órgãos de fiscalização estão igualmente dominados. Tem-se a sensação de que a influência desse grupo político não conhece limites. Parece que todas as nuvens de escuras suspeitas que pairam sobre as condutas dos governantes podem ser dissipadas com um simples telefonema, uma audiência reservada ou uma conversa de botequim. Processos serão arquivados ou nem nascerão. A continuar esse quadro, em breve o rei e a nobreza poderão apresentar à sociedade um atestado de santidade. Estarão aptos à canonização. Teriam lugar assegurado no altar dos "santos do pau oco", diria meu saudoso pai.

É extremamente grave o quadro. Entretanto, as pessoas de bem, que ainda são maioria absoluta na cidade, sobretudo fora da cúpula do governo, têm que abandonar o estado de letargia. A hibernação da cidadania só é conveniente a governantes mal intencionados. A nossa permanência em berço esplêndido poderá comprometer até o futuro da cidade.

5 comentários:

Edilvo Mota disse...

A dúvida é: até quando as tais "forças vivas" da cidade, dotadas de poderio econômico e social, compactuarão com desmandos e ilegalidades, sem sentir ao menos uma pontinha de culpa (ou vergonha) pela perigosa omissão.

A cidade paga um preço caríssimo; o futuro também pagará.

Triste sina...

Anônimo disse...

A vereadora e seu partido devem ir ao Ministério Público. Este parece anestesiado quando o assunto é Prefeitura e Câmara.

Anônimo disse...

Não esmoreça ou desanime Eunice e Cezinha a cidade precisa de vcs dois lutando na Camara. Pulse e vá em frente vamos mostrar a estes reizinhos que a justiça ainda existe.

Anônimo disse...

aonde Araguari chegou dependendo desses dois para moralizar a prefeitura

Anônimo disse...

onde que anda ACIA, CDL, ASSOCIAÇAO DE CAFEICULTORES, SINDICATO RURAL ?