sábado, 21 de setembro de 2013

Na corda bamba

 
O Gazeta do Triângulo de hoje, 21, traz a charge de Adriano Souza, mostrando as dificuldades enfrentadas pelo prefeito, Raul Belém, na gestão do município. Ela reflete muito bem a situação dos cofres públicos. Apenas não mostra aquilo que impossível a qualquer chargista captar numa só imagem: as causas do problema.
Entretanto, todos nós sabemos os motivos das dificuldades financeiras enfrentadas pelo município. Elas passam longe da redução de transferências de recursos oriundos da União ou do Estado. Têm a ver, isto sim, com a irresponsabilidade fiscal praticada, desde o primeiro dia de gestão, pelo governo Raul Belém.
Todos se lembram dos nossos questionamentos. Mas, não custa relembrar.
Já no ato da posse, o governo realizou uma grande festa. Foram gastos recursos com a contratação de artistas, locação de tendas, arquibancadas, painéis, etc. Tudo para dar boas vindas ao novo reinado. Entretanto, nenhuma dessas despesas apareceu na contabilidade pública ou, pelo menos, não foi corretamente contabilizada. As despesas não foram previamente empenhadas (o empenho serve justamente para abater os gastos do saldo disponível). Isso mostra a ocorrência de "química contratual". Compra-se um mamão, mas se contabiliza a aquisição de um parafusos, por exemplo. Isso pode, inclusive, indicar a ocorrência de "caixa-dois".
Não parou por aí. A irresponsabilidade fiscal prosseguiu com o inchaço da máquina pública, por meio da nomeação de um grande números de comissionados. Sem falar nos tais "funcionários voluntários", que não sabemos se e como foram pagos. Tudo para atender aos acordos políticos e acomodar apaniguados.
O desatino parece não ter fim. Investiram-se grandes quantias, mais de um milhão de reais, em shows durante o Carnaval e o aniversário da cidade. Pior: eventos que, intencionalmente ou não, acabaram beneficiando empresários privados com o uso do dinheiro público.
Poderíamos citar diversos outros exemplos de irresponsabilidade na gestão fiscal. Entretanto, não temos a pretensão de cansar ainda mais os leitores. Por ora, basta dizer que foi o próprio prefeito que se colocou na corda bamba. Essa, a situação que não foi possível ao chargista captar. De nossa parte, esperamos apenas que os órgãos de fiscalização percebam, fiscalizem e, se for caso, punam esses desatinos fiscais. Claro, cabe também ao eleitor ficar atento a esse tipo de gestor que, agindo dessa forma, coloca em risco a prestação de serviços públicos essenciais.

Um comentário:

Anônimo disse...

COM CERTEZA A PREF TA IGUAL TITANICCCCC