quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Transporte coletivo: sobram dúvidas e faltam verdades


Duas empresas de transporte coletivo estão circulando na cidade. Uma delas está em situação ilegal, uma vez que só existe um contrato em vigor. Aliás, todo o processo de mudança da concessionária é muito estranho e sem transparência.
No dia 14/08, a Prefeitura publicou um decreto rescindindo (encerrando) unilateralmente  o contrato com a empresa Expresso Cidade de Araguari. Antes mesmo dessa publicação, a empresa Sertran, que presta serviços em cidades do interior de São Paulo, já teria sido contratada emergencialmente (sem licitação) pelo município. Os ônibus da nova contratada já eram vistos na cidade no domingo, 11/08.
Apesar da rescisão contratual, a Expresso Cidade de Araguari continuou prestando os serviços, dividindo espaço com a Sertran. Conforme informações obtidas no site do Tribunal de Justiça, a empresa impetrou um mandado de segurança questionando a legalidade da rescisão contratual. Ainda não há informação sobre a concessão de liminar (decisão de urgência suspendendo os efeitos da rescisão).
De acordo com a legislação, a contratação emergencial é até admissível, desde que preenchidos os requisitos legais. Em especial, é preciso que a Prefeitura demonstre a situação de emergência capaz de justificar a não realização de licitação.
Novamente surgem as dúvidas sobre a legalidade da atuação dos gestores do município. Em entrevista concedida ontem ao programa "Sem Rodeios", da Rádio Alternativa FM, o procurador-geral do município, Leonardo Borelli, afirmou que a Sertran foi contratada pelo mesmo preço pago à Expresso Cidade de Araguari. Entretanto, os fatos desmentem essas afirmações. Conforme imagem acima, a Sertran irá receber uma tarifa de remuneração (diferente da tarifa pública, que é cobrada do usuário) no valor de R$ 205 mil mensais. Antes, de acordo com representantes da Expresso Cidade de Araguari, o município pagava apenas R$ 115 mil por mês, se negando, inclusive, a conceder um reajuste que elevaria esse pagamento a R$ 154 mil/mês. A imagem abaixo comprova o pagamento de R$ 121, 5 mil no mês de junho à antiga concessionária, valor próximo do informado por representantes da empresa.
Uma vez mais, conforme afirmado inicialmente, o processo está sendo feito sem a transparência necessária. Isso produz as já rotineiras dúvidas sobre a legalidade das ações da Prefeitura. Óbvio: ninguém está aqui defendendo a antiga concessionária, que não prestava um bom serviço à população. Entretanto, é preciso deixar claro que uma contratação cheia de obscuridades apenas irá perpetuar a má qualidade dos serviços de transporte coletivo do município.



5 comentários:

Edilvo Mota disse...

É o ritmo musical brasileiro direcionado ao cidadão afrodescendente em estado de debilidade sanitária mental.

Ou... O SAMBA DO CRIOULO DOIDO

Anônimo disse...

Gente quanto ladrão reunido por metro quadradro no rerigueri. Uma simples dúvida cade a câmera dos vereadores ??? ah faz parte da quadrilhaaa

Anônimo disse...

pq é então q ao invés do prefeito pagar esse tão elevedo valor pra essa sertran....p´q é q ele não investe na expresso cidade q cm certeza não estaria cm onibus sucateados/ e esta prestando serviço pra cidade há anos e cm certeza tem o intuito de melhorar...mais sem o apoio do poder concedente é impossivel e qualquer empresa futuramente iria prestar um mal serviço pra cidade

Anônimo disse...

EU GOSTARIA DE FAZER UMA SÓ PERGUNTA:EM ARAGUARI EXISTE MINISTÉRIO PÚBLICO? SE EXISTE ONDE ELES ESTÃO?

Anônimo disse...

MEUS AMIGOS... ALÉM DA CÂMARA MUNICIPAL... ONDE ESTÁ O MINISTÉRIO PÚBLICO. QUE ATÉ POUCO TEMPO ERA ATUANTE EM NOSSA CIDADE.