domingo, 23 de junho de 2013

O gigante foi criado a leite com pera e Ovomaltine na geladeira


Foto: Portal G1

Não é possível concordar com tudo (pode-se até discordar da maior parte), mas esta crônica de Cauê Madeira precisa ser lida para que possamos entender o que vem acontecendo no país nos últimos dias.

O gigante foi criado a leite com pera e Ovomaltine na geladeira 

Crônica sobre um titã incompreendido.

Militantes das antigas, comunistas comedores de criancinhas, políticos corruptos e malvados em geral: tremei! O gigante acordou.

Acordou, de fato, não há o que se discutir quanto a isso. Mas acho que acordou com amnésia. Ou o gigante esqueceu da história recente do país ou talvez não a tenha vivenciado. Estava dormindo, afinal de contas.

O gigante também quer brigar contra o que está errado, mas não entende muito bem o que está acontecendo. Acho que ele acordou assim meio de supetão, no susto. Ouviu uma gritaria, uma certa baderna e à princípio achou ruim – quem gosta de baderna? Mas depois que viu algumas pessoas apanhando da polícia sem qualquer motivo aparente, mudou de ideia e resolveu participar.

Foi assim que descobriu um pessoal brigando por seus direitos. Mas no calor do momento ele não pôde parar para entender o que de fato estava acontecendo. Simplesmente entrou na dança.


Clique aqui e leia a crônica completa.

Um comentário:

Edilvo Mota disse...

Época de manifestações coletivas, como ocorreu no "Diretas Já" e nos protestos pelo impeachment de Fernando Coloor são férteis para que todos nós façamos reflexões.

Contudo, na calmaria do cotidiano, quando o tal "gigante" (quase todos nós) fica dormindo, é raro lermos manifestações cobrando decência na gestão pública. Em geral, os textos produzidos são ignorados, e tratados até com ironia, com certo enfado.

O Brasil é um país acomodado no próprio infortúnio, por conta da omissão da maior parcela da população. Uma grande parcela por absoluta falta de condição de discernimento, presa à condição de quase miséria; outros tantos por gozar da zona de conforto que a fartura material lhes provê; e uns tantos outros pela conveniência de não mexer naquilo que, cedo ou tarde, poderá lhe trazer benefício pessoal com nomeações ou vantagens obscuras.

É preciso, sim, repensar o país de cabo a rabo. E que ninguém tente se colocar acima na linha de culpa, por conta das preferências ideológicas ou partidárias.