segunda-feira, 29 de abril de 2013

Funcionários de fato


A coluna foi informada de que algumas pessoas não nomeadas regularmente continuam prestando serviços na Secretaria de Saúde. De acordo com a fonte, esses servidores de fato foram “admitidos” pelo titular daquela Pasta. Com a superveniente realização de processo seletivo, alguns teriam sido contratados temporariamente. Outros continuariam “clandestinos” e sem receber salários.
Coluna Matutando..., jornal Observatório, 26/04.

Faltam remédios


O Governo de Minas Gerais vem gastando montanhas de dinheiro para dizer que a sua gestão é uma maravilha. É o tal “Desafio Minas”. Numa dessas campanhas publicitárias, afirma que não faltam remédios em todo o Estado. Alguns usuários da Farmácia da Prefeitura, que disponibiliza esses medicamentos, com certeza, não concordam com essa eficiência toda.
Coluna Matutando..., jornal Observatório, 26/04.

Denúncia na Saúde Pública


Servidora denuncia falhas na Saúde Pública e é transferida
DA REDAÇÃO
Servidora denuncia a ocorrência de várias falhas que estariam colocando em risco a vida e a saúde dos usuários e funcionários do Pronto Socorro Municipal (PSM). Após a denúncia, ela alega ter sofrido retaliações por parte dos gestores da saúde.
Ex-tenente da Marinha e enfermeira concursada da Prefeitura há cinco anos, Priscila Inocêncio Rodrigues, cumpria seus plantões de 24 horas no PSM de sábado para domingo. Inconformada com as irregularidades que presenciava, denunciou os fatos nas redes sociais e ajuizou ação trabalhista contra o Município por assédio moral. Foi transferida para a Unidade Básica de Saúde do bairro Goiás (vide foto).
De acordo com a funcionária, os problemas começaram no logo início da gestão atual. No dia 13 de janeiro, o secretário de Saúde, Alfredo Paroneto, teria obrigado que ela, mesmo sem ter recebido os salários, “arrumasse dinheiro das despesas para o motorista levar uma paciente em trabalho de parto da Santa Casa para Patos de Minas...numa longa historia de autoridade e ameaça.”.
Entre as falhas encontradas no PSM, Priscila aponta que, no mês de março, faltava até mesmo Novalgina (dipirona sódica), um medicamento básico encontrado com facilidade em qualquer residência (vide foto abaixo). Além disso, havia insuficiência de servidores e de materiais básicos, tais como: papel higiênico, detergente e papel toalha. Esses problemas, segundo a denunciante, causavam riscos desnecessários aos pacientes e trabalhadores daquela unidade de saúde, sobretudo pela falta de assepsia do local e dos instrumentos de trabalho.
Outra falha grave é apontada pela servidora. Larvas de mosca varejeira foram encontradas na comida servida aos funcionários daquela unidade em pelo menos duas ocasiões (vide foto).
Para completar a reportagem, o jornal Observatório tentou ouvir a Secretaria de Saúde e a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, mas não obteve resposta.
Memória
Denúncias sobre as más condições do Pronto Socorro Municipal não são novidade. No governo Marcos Coelho, tornaram-se conhecidas as irregularidades praticadas no pagamento por serviços de manutenção de mamógrafo não realizados e criação de uma espécie de “caixa-dois” na compra de marmitex. À época, os fatos foram denunciados pela servidora Mirian de Lima.
De acordo com ela, em janeiro de 2011, percebeu a falta de recursos materiais e humanos naquela unidade. Verificou que essa carência, por vezes, colocava em risco a vida de pacientes. Questionou isso perante as autoridades superiores, não obtendo respostas satisfatórias.
Constatou, também, que estavam sendo feitos pagamentos indevidos pelos serviços de manutenção de um mamógrafo interditado e lacrado pela Vigilância Sanitária Estadual desde abril de 2010. Foram pagos mais de 27 mil reais à empresa contratada sem que os serviços tivessem sido realizados.
Noutra vertente, a denúncia informava o desvirtuamento do uso de verbas para compra de refeições com dinheiro da Saúde. Faturava-se um número maior de refeições (marmitex) do que o efetivamente fornecido. Com a sobra de dinheiro, eram adquiridas, inclusive, tortas e refrigerantes, que não haviam sido licitados nem constavam das notas fiscais.
Para apurar esses fatos, foram instauradas uma sindicância e um processo disciplinar no âmbito do Poder Executivo. Já no Legislativo, foi criada uma Comissão Legislativa de Inquérito. Ao que se sabe, nenhum desses processos redundou em punição dos responsáveis, em ressarcimento dos prejuízos ou em melhorias nas condições de trabalho do PSM.
A exemplo do caso atual, apenas a denunciante sofreu conseqüências danosas. Ambas foram pressionadas seus superiores hierárquicos. Algo assemelhado a assédio moral. Como “punição”, foram transferidas do PSM, tendo os seus salários reduzidos.

Transcrito do jornal Observatório, 26/04.

terça-feira, 23 de abril de 2013

MP-MG faz orientações sobre a contratação de shows com verba pública



O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) divulgou uma nota jurídica sobre os requisitos para contratação de artistas com verba pública pelas prefeituras municipais.

Para o MP-MG, é possível a contratação de personalidades do setor artístico sem obrigatoriedade de licitação, desde que "preenchidos os requisitos legais e constitucionais, e respeitada a necessidade de formalização do respectivo processo para a aferição das exigências". A possibilidade é prevista no artigo 25 da Lei 8.666/1993, que autoriza a Administração Pública a fazer a contratação direta de artistas consagrados “pela crítica especializada ou pela opinião pública”.

São os seguintes os requisitos para contratação de shows por prefeituras sem licitação:
- contrato deve ser firmado pelo próprio contratado ou por meio de empresário exclusivo;
-  consagração do artista pela crítica especializada ou pela opinião pública deve está devidamente demonstrada nos autos da inexigibilidade, salvo se notória;
-  razão da escolha do profissional do setor artístico;
-  justificativa de preço (o valor deve ser razoável e similar a outros contratos firmados pelo contratado, baseado na média aritmética dos contratos firmados nos últimos 6 meses);
-  publicidade da contratação; e
-  comprovação da aplicação do mínimo constitucional nas áreas de saúde e educação.

De acordo com MP-MG, caso esses requisitos não sejam atendidos e devidamente demonstrados no processo de inexigibilidade, a contratação será inválida. Nesse caso, caberá o ajuizamento de ações contra o administrador público e os demais envolvidos para a invalidação do contrato, bem como para a imposição, se for o caso, de sanções em razão da prática de ato de improbidade administrativa.

 Contratação de shows em Araguari

Algumas contratações de shows feitas pela Prefeitura de Araguari estão sendo investigadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Dependendo do resultado das apurações, esses casos poderão desaguar no MP-MG e no Poder Judiciário.
Um desses casos foi a contratação de show da dupla Milionário & José Rico ocorrida em agosto de 2011. Há indícios de que o município pagou um preço consideravelmente superior ao pago por outras cidades pelo mesmo show. Foram gastos 97 mil reais com a apresentação da dupla. Além disso, o empresário contratado não seria exclusivo.
Um fato mais recente, conforme reportado na edição anterior, foi a contratação de artistas e de uma empresa para as festividades do Carnaval deste ano. A festa teria custado aproximadamente 500 mil reais aos cofres públicos. Suspeitas de irregularidades em contratações e de favorecimento à empresa Cia Fivela de Prata Ltda. Elencamos aqui as falhas no edital de licitação que poderiam beneficiar a referida empresa. Ao final, a Fivela de Prata foi a única que participou da licitação, sendo, em seguida, contratada para organizar o evento.  
Transcrito, com adaptações, do jornal Observatório, 19/04.

Leia também:

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Varejeira na refeição e falta de medicamentos no PSM


Circula na internet informação de que uma servidora da Saúde teria sido transferida do Pronto Socorro Municipal (PSM) após denunciar irregularidades naquela unidade. Junto com a informação, foram veiculadas fotos de comida estragada (com varejeira) servida aos funcionários e de um aviso noticiando a falta de um medicamento básico (dipirona sódica, conhecida como Novalgina). Até quando iremos presenciar esse tipo de situação na saúde pública de Araguari?

Transcrito da coluna Matutando, jornal Observatório, 19/04.


Fim do sigilo no STF


O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje (19) a divulgação do nome completo de pessoas investigadas em inquéritos. A resolução aprovada na semana passada, por 7 votos a 4, foi divulgada no Diário da Justiça Eletrônico de ontem, 18. Os nomes só ficarão sob sigilo se o relator do processo determinar.  (Fonte: Agência Brasil).

Município não pode contratar serviços jurídicos



O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE/MG), na quarta-feira (10) firmou entendimento de que os municípios não podem contratar serviços jurídicos para resgatar valores pagos indevidamente à Previdência Social, vinculando o pagamento dos honorários advocatícios ao montante recuperado.
O Relator para o caso, Auditor Hamilton Coelho, destacou que a Constituição da República exige que a função seja executada por procuradores municipais, servidores do quadro efetivo.
Esse entendimento, contudo, não se aplica aos casos excepcionais de sobrecarga de serviço ou inexistência de cargo de procurador, até que se corrijam essas situações. Para tanto, alguns parâmetros devem ser seguidos, em observância à Constituição Federal, à Lei de Licitações e ao Estatuto da Advocacia.
São eles: fixação prévia, em contrato, da remuneração do advogado por estimativa dos valores a serem resgatados, afastando-se valores exorbitantes; previsão do gasto em dotação orçamentária própria para pagamento de terceiros; os pagamentos só poderão ser feitos após a conclusão do serviço; e os honorários de sucumbência deverão ser contabilizados como fonte de receita do ente público. (fonte: www.tce.mg.gov.br).
Transcrito do jornal Observatório, 19;04.

domingo, 21 de abril de 2013

CGU quer explicações sobre diplomatas que recebem sem trabalhar

Vista aérea do Itamaraty: Ministério do Planejamento condicionou a realização de seleção pública para oficiais de chancelaria à implantação do controle de frequência dos servidores (Monique Renne/CB/D.A Press - 17/4/09)
Vista aérea do Itamaraty: Ministério do Planejamento condicionou a realização de seleção pública para oficiais de chancelaria à implantação do controle de frequência dos servidores (foto capturada no site do Correio Brazilense).
O Correio Braziliense publicou reportagens citando os nomes de 18 diplomatas que recebem sem trabalhar.

A Controladoria-Geral da União (CGU) cobrou do Ministério das Relações Exteriores (MRE) informações detalhadas de todos esses casos. São funcionários que recebem, em média, R$ 20 mil, mas não dão expediente. A Corregedoria-Geral da União irá acompanhar e averiguar tudo o que o departamento próprio de correição do Itamaraty já fez ou fará em relação aos quatro embaixadores, cinco ministros de segunda classe, oito conselheiros e uma primeira-secretária.


Pitaco do Blog
Receber sem trabalhar está se tornando o esporte favorito de um grupo de funcionários públicos privilegiados. Não se trata de algo que só acontece em Brasília. Em todos os lugares, temos exemplos dessa doença.
Cada dia mais, o serviço público vai-se tornando um "bico". Apesar de receberem salários acima da média de mercado, algumas carreiras insistem em não trabalhar ou em reduzir suas jornadas de trabalho. É o caso, por exemplo, de médicos e policiais. Quanto maior o intervalo entre os plantões, mais chances o profissional tem de trabalhar, também, em outro órgão público ou na iniciativa privada. É comum, por exemplo, vermos policiais exercendo segurança de estabelecimentos privados nas horas de folga. Isso gera um problema sentido na pele por todo cidadão brasileiro. Mesmo contratando esses profissionais com frequência, União, Estados e Municípios não conseguem oferecer serviços de saúde e segurança decentes à população.
O caso do Itamaraty é mais grave ainda. Mostra que funcionários do alto escalão do órgão, apesar de muito bem remunerados, simplesmente não compareciam ao trabalho. Isso reflete aquilo que é extremamente comum no serviço público: a falta de  gestão. Alguém deveria fiscalizar o cumprimento da jornada de trabalho por esses servidores públicos, mas preferiu se omitir. Os motivos da omissão são os mais variados, mas muitas vezes possuem raízes na ingerência política. É o famoso "jeitinho brasileiro". Enquanto, isso nós continuamos pagamos a conta. 

Falhas no Posto de Saúde do Amorim

No dia 19/04, a mídia mostrou outra deficiência na saúde pública do município. Reportagem de Anderson Magrão, Linha Dura, da Rede Vitoriosa, ouviu reclamações de duas cidadãs quanto ao mau atendimento no Posto de Saúde do Bairro Amorim.
A primeira entrevistada reclamou do pouco caso da Administração com a saúde pública. Com problemas na vesícula, ela enfrentou a demora na liberação do exame de ultrassonografia. No Pronto Socorro, a orientaram a procurar o Posto de Saúde daquele bairro, mas até o momento não teve o seu problema resolvido.
Outra entrevistada reclamou da ausência de médicos e da falta de estrutura naquela unidade. Segundo ela, o pediatra ora está de férias, ora não comparece ao trabalho. O bebedouro encontra-se sem água. Quando seu filho necessitou, o nebulizador estava estragado.
Clique aqui e veja a reportagem na íntegra.

Saúde pública: grandes filas na Farmácia da Prefeitura

As filas na Farmácia da Prefeitura são intermináveis. É isso que mostrou uma reportagem do Linha Dura, da TV Vitoriosa.
O repórter Anderson Magrão mostrou que pessoas permaneceram mais de cinco horas na fila, aguardando a entrega dos remédios a que têm direito. Para piorar o quadro, de acordo com uma entrevistada, poucos funcionários estavam atendendo e, com a demora, muitos cidadãos desistiram de apanhar os medicamentos. Ainda de acordo com a reportagem, as pessoas estavam aguardando desde o meio-dia, alguns sem almoço. Nem os idosos foram poupados. Tiveram que aguardar em pé na fila.
Veja a reportagem completa clicando aqui

Pitaco do Blog
O mau atendimento da Farmácia da Prefeitura não é uma novidade. Há tempos os usuários reclamam da falta de medicamentos (clique aqui e aqui) e da demora nas filas. Houve caso, inclusive, de distribuição de remédios incorretos ou com prazo de validade vencido (clique aqui).
Contudo, tem-se a impressão de que os problemas se agravaram. Em menos de quinze dias, três pessoas procuraram as emissoras de rádio para reclamar da falta de medicamentos.
Há algo errado na prestação desse serviço. A mudança no comando do governo, pelo visto, não amenizou o problema. Resta saber em quem os governantes irão colocar a culpa desta vez. As desculpas, como sempre, devem ser as mais "esfarrapadas" possíveis.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Shows superfaturados


Nesta semana, foi deflagrada a Operação “Máscara Negra”, que investiga corrupção e desvio de verbas em diversos estados brasileiros. Mais de 150 promotores e 1.300 policiais participaram da ação. Buscas e apreensões aconteceram em municípios dos estados da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo. Entre as principais irregularidades apuradas, encontram-se as suspeitas de superfaturamento no pagamento de shows musicais por diversas prefeituras.

De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, um dos locais onde foi realizada a operação, a Prefeitura de Guamaré gastou mais de R$ 6 milhões em festas. Já a de Macau chegou à cifra de R$ 7 milhões entre 2008 e 2012.

As irregularidades na contração de shows e eventos não são propriamente uma novidade no país. Há dois meses, ganhou notoriedade a contratação da cantora Ivete Sangalo para realizar um show na inauguração do Hospital Regional de Sobral, no Ceará. O Estado pagou 650 mil reais pelos serviços da artista. Dias após a inauguração, parte da fachada do hospital simplesmente desabou.

Embora não seja alvo dessa investigação, o município de Araguari também tem gasto dinheiro público com esse tipo de evento. As festividades do Carnaval deste ano, por exemplo, custaram aproximadamente 500 mil reais aos cofres públicos. Suspeitas de irregularidades em contratações e de favorecimento a uma determinada empresa ainda estão sendo investigadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. 

Transcrito do jornal Observatório, 12/04.

Maus profissionais na Saúde Pública


Maus profissionais na Saúde Pública
A saúde pública agoniza Brasil afora. Uma das causas desse problema é acumulação ilegal de cargos públicos por médicos e outros profissionais de saúde. Vê-se, com frequência, casos de profissionais que afirmam trabalhar até mais de 80 horas semanais no serviço público (o equivalente a dezesseis horas diárias de segunda a sexta). Como ninguém pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, alguns desses maus profissionais costumam faltar ao serviço (plantões, inclusive).

Revolta gradual
Aos poucos, esse assunto vai revoltando parte da população. Reportagens televisas têm contribuído para jogar luz sobre as trevas. Tivemos casos de médicos que fabricaram digitais de silicone para “bater o ponto” no serviço do SAMU. Existem, ainda, casos de profissionais que afirmam dar expediente, no mesmo dia, em cidades separadas por centenas de quilômetros.

Transcrito da coluna Matutando, jornal Observatório, 12/04.

Auditando as contas do Marcão


Auditando as contas do Marcão
O Município de Araguari contratou, sem licitação, por 190 mil reais, uma empresa de consultoria para fazer um diagnóstico do último ano de gestão do governo anterior. Até o momento, não se têm informações sobre o resultado das apurações. Nada foi publicado no Portal da Transparência.

Na contramão da gestão fiscal responsável
Independentemente do resultado da tal auditoria, o Município continuou gastando dinheiro público de forma estranha. A criação de mais de 60 cargos comissionados e o gasto de mais de 500 mil reais com o Carnaval indicam uma falta de preocupação com a boa gestão fiscal. Afinal, se existia uma incerteza quanto à real situação do caixa, por que aumentar os gastos antes de ter um diagnóstico preciso?

Transcrito da coluna Matutando, jornal Observatório, 12/04.

Queimando o filme da cidade


Queimando o filme da cidade
Reportagem da Rede Record mostrou, na terça-feira, para todo o país, os resultados da fiscalização feita em estabelecimentos do município (restaurantes e fábricas artesanais) pela Vigilância Sanitária. Tristes cenas de descaso com a higiene e a saúde pública foram revividas. Não adianta, agora, culpar o Ministério Público. Tampouco a Rede Record é culpada. Os responsáveis estão aí a olhos vistos. São os maus empresários (uma minoria) e os governantes omissos, atuais ou antigos.

Refletindo sobre a queima do filme...
Alguns pontos da reportagem merecem destaque. Primeiro, a fala daqueles que se adequaram às normas e, hoje, estão sendo recompensados com o aumento das vendas. Segundo, as dificuldades que o repórter da Record teve para localizar e entrevistar o Secretário de Saúde, Alfredo Paroneto. Terceiro, a fala do promotor Valter Shigueo Moriyama, que, mesmo não dando nomes aos bois, declarou que governantes estão são coniventes com maus empresários.

Extraído da coluna Matutando, jornal Observatório.

Foi dito...


Foi dito
Sobre os fiscais sanitários que teriam sido transferidos de setor após denunciarem pressões supostamente exercidas pelo Secretário de Saúde, Marcos Lander, Assessor de Comunicação da Prefeitura Municipal, afirmou que:
“Estão trabalhando normalmente na vigilância e em vários pontos de nossa cidade que precisam de fiscalização, agora alguns saíram porque não aguentaram pressão do Ministério Público.”.

Extraído da coluna Matutando, do jornal Observatório.

Irregularidades na saúde: necessidade de investigação

O Blog "Saúde na Tela" (www.saudenatela.blogspot.com), sob a batuta do Edilvo Mota, um especialista em saúde pública, traz informações importantes, que precisam ser investigadas pelo Ministério Público, pela Câmara de Vereadores e pelo Poder Executivo.
Pelo Ministério Público (MP), porque os fatos apontados podem-se caracterizar como crime ou ato de improbidade administrativa. Aliás, o MP já vem cumprindo o seu papel. Ajuizou ação na 4ª Vara Cível da Comarca de Araguari  visando à punição dos responsáveis por suposta ingerência nos trabalhos da Vigilância Sanitária (Processo nº 0046721-14.2013.8.13.0035, cujo andamento pode ser consultado no site: www.tjmg.jus.br). De qualquer forma, os fatos apontados na postagem podem influenciar nesse processo e na investigação como um todo.
Pela Câmara, porque é dela a competência para exercer o controle externo da Administração Pública. É para isso que existe lá uma Comissão de Saúde. Para cumpri essa missão, a Câmara pode (deve) convocar secretários e agentes públicos para prestar esclarecimentos. Além disso, pode instaurar comissão legislativa de inquérito para apurar os fatos.
Pelo Chefe do Poder Executivo, porque é dele a obrigação de exercer o controle interno dos atos praticados em seus órgãos e entidades. É o autocontrole. Da mesma forma que um cidadão comum controla os gastos na sua residência (por exemplo, não deixando todas as torneiras e chuveiros da casa abertos 24 horas por dia), o Poder Executivo tem o dever de fiscalizar os próprios atos. É para isso que existe a Controladoria-Geral. É exatamente por isso que o Prefeito possui o poder hierárquico e disciplinar nas mãos, devendo apurar todo e qualquer indício de irregularidade ocorrido no Executivo. Não importa quem tenha supostamente praticado a irregularidade.

Por fim, quero deixar este espaço aberto às pessoas citadas no texto abaixo, para que, querendo, se manifestem a respeito dos fatos supostamente ocorridos nesse lamentável episódio.
Araguari-MG: detalhes de um atentado à lei na Secretaria Municipal de Saúde

UM RELATO EM DEFESA DO SUS



Neste sábado (13/04/2013) tive uma longa conversa com Sandra Pires, servidora pública municipal com quase 30 anos de serviços prestados à municipalidade, e há anos lotada na Secretaria Municipal de Saúde de Araguari. Competente, séria, extremamente profissional, Sandra é mãe de família e avó de duas meninas.

No dantesco episódio da ingerência do secretário municipal de saúde Alfredo Paroneto (e sua adjunta Fernanda Debs) no trabalho do agente fiscal Vicente, quando autuava e interditava o restaurante Napolitano, Sandra acabou colocada, de forma irresponsável e covarde, no redemoinho que desaguou na Ação Civil Pública movida pelo promotor de justiça Valter Shigueo Moryama contra o secretário e a adjunta.

Ouvi atentamente o relato de Sandra e reproduzo, de forma sucinta, os pontos principais:

·         Inicialmente, Sandra recebeu ordem da secretária adjunta, Fernanda Debs, para que ela (Sandra) telefonasse ao agente fiscal sanitário Vicente, determinando que “parasse com a interdição do restaurante”. Sandra perguntou à adjunta se ela tinha certeza da ordem que estava lhe dando e perguntou porque ela mesma, adjunta, não ligava. Foi-lhe dito que “você mesma liga porque o Nilton está me pressionando”. No caso, Nilton seria o secretário de planejamento, Nilton Eduardo;
·         Sandra telefonou e repassou a Vicente a ordem que recebera (cancelar a interdição do restaurante). Vicente teria respondido que não o faria; que a bateria do celular estava acabando e que ligassem para o número do fiscal Luciano, que o acompanhava;
·         Logo em seguida, Sandra afirma ter recebido telefonema do secretário de saúde, Alfredo Paroneto, que lhe deu ordem expressa para “ligar para o Vicente e mandar parar com a interdição”. Sandra respondeu ao secretário que Vicente já avisara que não interromperia a interdição e perguntou ao secretário “Dr Alfredo, o senhor tem certeza da ordem que está me dando?”; o secretário de saúde teria lhe dito“fala pra ele que é uma ordem minha e do prefeito; é pra parar e pronto”;
·         Sandra telefonou para os fiscais, novamente, e repetiu a ordem que recebera, agora do secretário de saúde. Então, Vicente teria dito “Sandra, eu não vou parar a interdição; nossa conversa está gravada e vou sair daqui e levar a denúncia diretamente ao promotor de justiça”.
·         Na manhã do dia seguinte, por volta de 09h00, Sandra recebeu a intimação do promotor de justiça para que comparecesse ao Ministério Público para prestar esclarecimentos. Sandra, então, comunicou ao secretário Alfredo Paroneto que teria lhe dado a seguinte ordem: “Você não vai comparecer; invente uma desculpa qualquer; diga que tá com  “caganeira”(sic) mas você não vai”;
·         Sandra não cumpriu a ordem e compareceu ao Ministério Público onde, na presença do promotor de justiça Valter Shigueo Moryama, confirmou toda a história. Ao final do depoimento, Sandra diz ter ouvido do promotor a seguinte frase: “Você não pestanejou”.

Eis o breve relato de um episódio recheado de transgressões ao direito administrativo e à legislação sanitária, abuso de autoridade, prepotência e covardia. Tudo isso já relatado ao Ministério Público.

Espera-se que o Poder Judiciário atue com rigor. E que a Câmara Municipal de Araguari saia do estado de letargia e desempenha suas atribuições de poder fiscalizatório, exigindo explicações de todos os envolvidos, inclusive o prefeito do município.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Jornal Observatório Araguari


 A quarta edição do jornal Observatório Araguari já está nas bancas. 
Também é possível acessá-la clicando aqui.
Críticas e sugestões serão sempre bem-vindas. Afinal, não faz sentido um jornal ser feito apenas por e para um grupo de pessoas.

sábado, 6 de abril de 2013

Sorteios de apostila do BB





 Atenção, concurseiros! Continuam os sorteios de apostilas para o concurso de Escriturário do Banco do Brasil aqui no blog. É "de grátis"! As duas primeira foram sorteadas sábado passado, dia 30. Os ganhadores foram Felipe Daniel Simionatto e Victor Lúcio Santos Prado, ambos com inscrição de final "5", correspondente à unidade do primeiro prêmio da extração da Loteria Federal daquela data. Hoje, haverá mais um sorteio, com até dois ganhadores. No próximo sábado, dia 13, será o último. Quem não foi sorteado na primeira estará automaticamente concorrendo aos demais sorteios, com o mesmo número de inscrição. Para participar, basta comentar esta postagem ou enviar email para marcos@observatoriodearaguari ou, ainda, via Facebook, por meio de comentário no grupo Observatório de Araguari. É necessário apenas informar o nome completo e email de contato. Só serão aceitas inscrições até as 18 horas do dia do sorteio.