terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Surf eleitoral

Surf eleitoral
Alguns pré-candidatos estão surfando nas ondas provocadas pela denúncia feita pela servidora Mirian de Lima a respeito de possíveis irregularidades na Secretaria de Saúde. Infelizmente, isso é corriqueiro em períodos pré-eleitorais. Resta torcer para que essa preocupação ética permaneça após a eleição de alguns desses surfistas.

3 comentários:

Anônimo disse...

Enquanto alguns pré-candidatos surfam na boa onda de apuração dos fatos, outros se omitem (até pq possuem um enorme telhado de vidro) e o principal se esconde, com medo de levar um caixote.

Ianis disse...

UBERLÂNDIA-MG, 31 de janeiro de 2012.

Prezados e-Leitores,

Quando nos faltam águas límpidas, TRANSPARENTES, somente resta surfar em LAMA.

Novo Modelo de surf radical. POROROCARI...

Atenciosamente,
Janis Peters Grants.

Edilvo Mota disse...

Como sempre, a Saúde (política pública) serve de trampolim para estrepolias eleitoreiras.

Anos atrás, em reunião com a promotora de justiça, sugeri a diretores de hospitais presentes e suas entidades correlatas se movimentarem em favor do SUS. Por exemplo, com "moções" dirigidas a deputados e senadores com lastro eleitoral em nossa (nossa, não... eu sou araguarino genérico) cidade. Silêncio absoluto. Ação nenhuma, desde sempre.

* Emenda 29: doze anos arrastando no Congresso, sem qualquer menção (nem moção) por aqui.

* Readequação da tabela do SUS: décadas sem qualquer ação efetiva, senão retaliações contra usuários e gestores (que não rezam na mesma bíblia).

* Conferências Municipais de Saúde: duas realizadas sem a presença de prestadores de serviço

* Conselho Municipal de Saúde: purgando anos a fio sem o devido respaldo, mas com reiteradas tamancadas, inclusive por parte de hoje virtuais defensores da saúde.

* Hospital Municipal: proposto, projetado e construido sem qualquer menção, nem moção, contrária

Etc, etc, etc...

De minha parte, apresentei propostas de emenda ao Orçamento da União para revisão da tabela SUS, mesmo sabendo da provável inviabilidade. Questão de manter a consciência limpa, ao menos. Da mesma forma, tratei pessoalmente do assunto com o ministro da saúde, por duas vezes. Em 2006 com o então ministro Saraiva Felipe. Em 2007 com seu sucessor, ministro Agenor Álvares.

Falar de saúde pública pensando na lógica da saúde privada, não pode dar em boa coisa.

Na verdade, o oportunismo encontrou na ação de Mirian Lima a desculpa que precisava pra se mostrar e revelar que tipo de administração a cidade (provavelmente) continuará tendo.