sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Espírito de Natal

Ambicioso, sonhei escrever um conto de Natal. Limitado pela falta de talento, faltaram-me ideias. Resolvi, então, contar a história real de uma pessoa que fez bom uso de um presente de Natal. É a forma que encontrei de, além de falar do espírito natalino, homenagear o amigo e Conselheiro Renato Rainha pelos dez anos de bons serviços prestados ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).
Em 1987, o então Delegado de Polícia da 15ª DP, Ceilândia-DF, atendeu a uma ocorrência em que um menino de 8 anos havia falecido em função da inalação excessiva de cola de sapateiro. Tocado pelo fato, Rainha começou a se dedicar a atividades voltadas à prevenção contra o uso de drogas e ao tratamento e recuperação de dependentes químicos. Passou a proferir palestras em escolas, igrejas, empresas, esclarecendo a população sobre os perigos e as consequências do uso das drogas. Fundou, presidiu e, de forma incansável, responde atualmente pelas espiritualizações da Comunidade Terapêutica Dom Bosco, entidade civil sem fins lucrativos, cujo objetivo é o tratamento e a recuperação de dependentes quimicos.
Esse trecho de vida simboliza bem o que é o espirito do Natal. Afinal, o jovem delegado  poderia, simplesmente, terminar o seu plantão e apagar da memória a morte daquela criança. Mas não. Ele captou o sinal divino. Aceitou e vem usando o presente recebido.
Moral da história: Deus (como quer que o concebamos) utiliza-se de maneiras insuspeitas para nos propiciar oportunidades de crescimento espiritual. Para Ele, todo dia é dia de distribuir presentes. Que neste Natal e no resto de nossas vidas estejamos preparados para perceber esses sinais e fazer bom uso dessas dádivas. Feliz Natal a todos!

19 comentários:

Ianis disse...

UBERLÂNDIA-MG, 23 de dezembro de 2011.

Prezado e solidário Amigo,

Trabalhando e ouvindo uma das colegas tagarelando aqui... Resumo assim:

( sic )

(...)
Ontem lá na minha Igreja, o Padre fez a pregação normal para uma Casa lotada, e em certo momento disse:

Amigos e irmãos, neste período de confraternização, peço um grande favor a vocês:

- Levante a mão, quem pode receber em sua residência a partir de hoje, um casal recém chegado por aqui, ele desempregado, ela gestante em vias de dar à luz - E PODE SER A QUALQUER MOMENTO !

- Não sei quantos dias serão necessários para o casal se organizar, mas, quem VOLUNTARIAMENTE se disponibilizar, tenha consciência disso.

Na Comunidade, levantaram as mãos quatro líderes de família que ao final, foram ter com o Padre para a respectiva apresentação.

Eis que foram surpreendidos pela apresentação de um simbólico casal, de nomes "Maria" e "José", cujo Filho está prestes a Nascer, e foram orientados a seguir para suas casas com esta mensagem na mente e no coração.
(...)

FELIZ NATAL, Observatório.

Atenciosamente,
Janis Peters Grants.

Edilvo Mota disse...

Marcos,

são fatos como este, que você narrou, que justificam o tal "espírito natalino". Ou seja um renascimento permanente, dentro de nós, a cada dia, do interesse pelo bem comum e, por tabela, o nosso próprio.

O Natal, como atualmente concebido e comercializado, me cheira a hipocrisia, pois que tantos "renascem" no dia 24 de dezembro e depois "remorrem" logo em seguida, voltando a ignorar a injustiça, a corrupção e o respeito pelo semelhante.

A você e a todos aqueles bons de coração, meu desejo de que o Natal permaneça aceso em cada alma, dia a dia.

Aristeu disse...

Eu contaria esta mesma história, trocando porém o personagem. No meu caso, o novo personagem seria o dono de um blog que na busca incessante do bem social vem acumulando inimigos poderosos. No entanto, uma legião de amigos vai fazendo parte deste seu Exército virtual. São soldados de todas as áreas, graduados nas mais diversas ciências, mas que, acima de tudo, são uns indignados. Este dono de Blog, também advogado, tem abraçado causas difíceis em que os interessados não mais contavam com tais direitos. Ver um antigo ferroviário pular no lombo de uma velha bicicleta e pedalar rumo a um sonho só mesmo o blogueiro pode proporcionar.

Edilvo Mota disse...

No início deste 2011 que finda, acolhemos em nossa modesta moradia um amigo, em delicada situação pessoal, que por ali esteve conosco por 6 meses.

Ainda que dispuzesse de recursos (com sobra) pra se alojar onde quizesse, o amigo necessitava, mais que de cama e teto, de apoio, carinho, ombros e ouvidos amigos.

Sei que fomos alvo, minha esposa e eu, de veladas críticas. Porém, nosso gesto nos fez mais bem que ao amigo. Afinal, é uma bênção divina ter espaço (no coração, mais que na casa) pra acolher e materializar os ensinamentos do Cristo "AMAR AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO".

Curiosamente, nenhum dos confrades de igreja parece ter se disposto ao mesmo gesto; afinal, gente "de fora" em casa sempre atrapalha (é o que dizem alguns).

Esse é o sentido do Natal > SOLIDARIEDADE !

Da mesma forma, compartilho do pensamento do Aristeu sobre a iniciativa do amigo ANTÔNIO MARCOS DE PAULO.

Poderia muito bem ficar acomodado na vida de servidor público, cuidando do que conquistou por méritos próprios e deixando a vida dos outros rolar.

Ao invés disso, se meteu a dar olhos e voz ao clamor cidadão, daqueles que não tem meios (ou coragem) de cobrar decência do poder público - seja qual for o governante de plantão.

RESPEITO e ADMIRAÇÃO: estas palavras sintetizam o muito do que sinto por Antônio Marcos.

EDILVO MOTA
Araguarino genérico, cidadão do mundo

Marcos disse...

Aristeu e Edilvo, agradeço pelas palavras sempre gentis. Mas, não sou merecedor delas. Acho que os corações amigos insistem em não ver os defeitos e enxergar qualidades inexistentes.
Sobre essa questão de ajuda ao próximo, eu ainda estou longe de fazer algo importante. Ainda, sou muito acomodado. Mas, aos poucos, estou mudando.
De qualquer sorte, fico feliz em ver gestos tão nobres, como os do Edilvo e do Aristeu. Acho que a humanidade precisa de mais pessoas iguais a vocês, dispostas a por a mão na massa em prol da redução do sofrimento dos nossos semelhantes.
A vida, muitas vezes, nos impõe um modo de racional. Mas, devemos fugir disso e ouvir a voz do coração, fazendo o bem sem olhar a quem.

Marcos disse...

Voltando a essa questão do blog (de ficar dando pitaco na gestão da cidade), quero dizer, caro Edilvo, que ainda faço muito pouco. Pretendo me estruturar melhor para poder incomodar os governantes, sejam eles quem forem. Não faço isso por questões políticas ou por não gostar de A ou B. Faço porque me cansei de ver uma cidade (todo o país, na verdade) sendo desrespeitada por aqueles que são muito bem pagos para nos representar, para agir em nosso nome.
No dia-a-dia, aqui em Brasília, eu procuro fazer a minha parte. Graças a Deus, assessoro uma pessoa extremamente rigorosa na fiscalização dos gastos públicos. Isso me tranquiliza, mas ainda não é o suficiente.
Como eu nunca me identifiquei com outra cidade (eu não me sentiria bem em nenhum outro lugar do planeta), foi natural voltar os olhos para Araguari, onde nasci e vivi meus 20 primeiros anos. Na verdade, sempre acompanhei as coisas da cidade, mas antes, confesso, eu era muito inocente. Lia o Botija Parda e acreditava piamente no jornal (se fosse hoje eu estaria vibrando ao ler, no Correio de Araguari, os feitos do atual governo). De uns tempos pra cá, perdi as asas de anjo. Fiquei cético. Agradeço ao Aristeu por ter me demonstrado que a política araguarina não era tão perfeita assim. Isso ele aprendeu, ainda adolescente, ouvindo as conversas de políticos na Pizzaria do Bolinha. Veja a diferença de inteligência aí: o que ele já sabia aos 14 anos, eu só aprendi aos 45.
Agora, o que mais me motiva a insistir no blog e nos questionamentos tem nome (alias, nomes). São a dona Teresinha e o saudoso senhor Antônio. Fiz um balanço da vida e cheguei à conclusão de que eu seria um péssimo ser humano se não tentasse honrar o nome desses dois. De que adiantaria o sacrifício de uma costureira e de um pedreiro se os filhos não fizessem jus ao legado ético que eles deixaram? Eu sou cheio de defeitos, mas vou tentar seguir até o fim os exemplos que eles me deixaram. Jamais alcançarei o nível dos dois, mas onde os encontrar, nesta ou em outras dimensões, quero poder olhar pra eles de cabeça erguida.

Anônimo disse...

Feliz Natal Marcos, que DEUS esteja sempre com você e com todos os participantes e amantes desse blog, o qual nos traz pelo menos um pouquinho de liberdade de expressarmos o que pensamos e sentimos.
Que 2012 possa ser bem diferente , quem sabe um dia chegaremos nesse blog para postarmos as alegrias e conquistas de Araguari e não esse monte de lamentaçoes e descrença nessa politica da cidade.

Aristeu disse...

Feliz Araguari e Próspero Brasil.

Mirian Lima disse...

É NATAL e na “grande magia que evolve esta época do ano’, despertam dentro das pessoas um potencial de solidariedade e compaixão, surgem as campanhas contra a fome e a miséria humana, renasce dentro de nós a esperança na humanidade e em sua GENEROSIDADE.

A figura de JESUS simboliza a capacidade humana de ser humilde, generoso, de amar, compartilhar, preocupar com o outro e principalmente respeitar as pessoas, independente da classe social, ou mesmo das próprias crenças.

De forma geral, fomos educados dentro de uma concepção filosófico-religiosa onde aprendemos a valorizar o ser generoso, aquele que oferece toda a sua disponibilidade e bens para o outro, sem pedir nada em troca.
Só podemos oferecer o que temos, a generosidade é uma capacidade emocional que se relaciona ao desprendimento e a auto-estima.

Quando você oferece algo para alguém esperando algo em troca, isto chama-se na verdade investimento e portanto você não está dando nada.quando você oferece algo e cobra o pagamento, isto é venda e portanto o outro tem direito de saber o que está comprando e qual o preço do produto para decidir se o quer ou não.

As relações afetivas de todo tipo, sejam familiares, amorosas, fraternas ou quaisquer outras, tem como base o compartilhar de afetos, pensamentos, emoções, respeito mútuo e portanto não se trata de investimentos no sentido que coloquei anteriormente, nem de venda. Esta equação: tenho que oferecer muito para as pessoas perceberem como eu sou legal, e obviamente ser recompensada, são velhas companheiras conscientes ou inconscientes das pessoas que se acham generosas demais para este mundo cruel e mesquinho que não reconhece sua grandeza e generosidade. Na verdade o centro desta questão é uma auto-estima muito baixa, uma dificuldade de perceber o próprio valor.

Como isso é possível numa sociedade capitalista e competitiva como a nossa? Como sermos ‘bons sem nos sentirmos bobos ou nos tornarmos tirânicos?
Aprendemos com nosso desenvolvimento pessoal, que toda relação contém em si algum tipo de troca; buscamos ser aceitos em nossa forma de estarmos no mundo, sermos compreendidos em nossos motivos e principalmente, buscamos ser felizes.

Ser BOM é diferente de ser BOBO, como também querer ser esperto também é diferente de ser generoso.

E qual a diferença entre essas coisas?

O diferencial está na capacidade de perceber-se e aceitar-se, de ser autêntico em suas atitudes, respeitando a si e ao outro. O bobo é aquele que na verdade não sabe do que é capaz e portanto não consegue perceber do que o outro é capaz, justamente por não ter real conhecimento da própria natureza (humana), coloca-se numa posição de total desproteção, tornando-se vulnerável. O esperto é aquele que está sempre tentando ‘levar vantagem em tudo’, mas sempre vestido de bom moço, ele é produto do entendimento equivocado da palavra generosidade. E finalmente o bom é aquele que sabe que não é bom nem mau e ao mesmo tempo é simplesmente o 'interjogo' dessas duas forças que existem dentro de nós e as quais procuramos, através de nossa maturidade emocional, aprender a manter em equilíbrio para nos relacionarmos de forma harmoniosa e feliz.

O advento da generosidade é algo maior que o poder econômico. Podemos ser generosos sem necessariamente termos dinheiro, podemos oferecer gratuitamente amor, atenção, solidariedade e principalmente respeito, aprendendo a olhar as pessoas que estão à nossa volta como SERES HUMANOS.


Desejo a todos um Natal generosamente fraterno e feliz!!!


Mirian Lima
Master Coach

Dilson Martins disse...

Marcos:

Nosso povo se reúne em prol de um sentimento e sentido: A alegria do nascimento de Jesus e desta forma, a necessidade de reascender, de renovar e fortalecer tudo que de melhor existe dentro de cada um de nós e que, desta forma, nos aproxima de Deus.

Não consigo imaginar a humanidade sem a influência, sem a presença do menino Jesus. Creio piamente na sua intervenção em nossas vidas!

E porque não acreditar que os alicerces de muitos projetos sociais para nossa cidade começaram ainda antes de Dona Terezinha e senhor Antônio, seja, com os pais de seus pais e, de uma forma poderosa e intensa aglutina hoje com o nome ANTÔNIO MARCOS.

E sem menos predicados, outros tantos cavalheiros lhe têm prestado apoio e vigília e juntos criaram, deram vida e força a este “OBSERVATÓRIO” que nada mais é que uma grande e ensurdecedora trombeta alertando, denunciando e reivindicando ações, principalmente, de cunho público, dos gestores da coisa pública.

Não vou citar nomes, contudo, cumprimento e reverencio os que rotineiramente identificados aqui postam e rogo ao menino DEUS: Sabedoria, humildade, saúde e proteção para todos e que, a frondosa árvore de hoje, semeada e regada por Dona Terezinha e Senhor Antônio continue dando frutos e produzindo sementes.

Feliz Natal, Antônio Marcos e Família!
Feliz Natal à família “Observatório de Araguari

Rodolfo Paranhos disse...

Esse post e o pitaco dos colegas me fez refletir bastante. Quero deixar registrado a minha admiração pela conduta do blogueiro, e dizer que reconheço que o "Observatório de Araguari" têm um papel muito importante na construção do presente e do futuro de nossa cidade. Que, não só neste natal, mas todos os outros dias que virão daqui em diante sejam mais intensos no amor, fraternidade, respeito. Chega desse negócio de querer competir, ver quem é melhor, maior. Vamos deixar de lado a discriminação; todo mundo é igual perante o criador. Porque não sermos iguais perante uns aos outros? Porque não abrir o nosso coração? Não vamos mais ser egoístas.

Cada um de nós possui um tesouro.

Desejo a todos muito amor e energias positivas, com fé, amor ao próximo e sempre de mãos dadas com Deus podemos transformar essa sociedade!

Ianis disse...

UBERLÂNDIA-MG, 26 de dezembro de 2011.

Prezados e-Leitores,

(...)
Agradeço ao Aristeu por ter me demonstrado que a política araguarina não era tão perfeita assim. Isso ele aprendeu, ainda adolescente, ouvindo as conversas de políticos na Pizzaria do Bolinha. Veja a diferença de inteligência aí: o que ele já sabia aos 14 anos, eu só aprendi aos 45.
(...)

Enfim, a REVELAÇÃO do CULPADO OCULTO:

A CULPA é do Aristeu. Se ele não souber, ninguém sabe.

Nem eu.

Atenciosamente,
Janis Peters Grants.

Edilvo Mota disse...

E os caras pensando que a culpa era do Glaucio... kkkkkk

Aristeu disse...

Votem no garçon ou no militar, estes sim vieram para servir.

Edilvo Mota disse...

Infelizmente, o Natal é apenas uma trégua hipócrita, abastecida de presentes, comida e porres.

Logo após o Reveillon, recomeçarão os atos de DESLEALDADE, AGRESSÃO, INJÚRIA, COVARDIA, PERSEGUIÇÃO.

Assim tem sido ao longo dos tempos. Assim será, enquanto os homens se esconderem atrás de dogmas e ritos, como forma de compensarem suas maldades cotidianas. Haja confissão e hóstia, haja retiro, haja louvação.

Passa da hora de o homem aprender a louvar também seu semelhante. E ver no próximo (ou distante) a imagem e semelhança de Deus (seja lá o que isso represente pra cada um de nós).

Anônimo disse...

Edilvo, meu filho, você parece sofrer ao falar assim... Dê uma parada de um dia (só um dia) na sua luta e confraternize com os inimigos declarados ou não... Se o fardo está pesado, entregue a ELE e experimente um alívio! Faça essa trégua e dê uma oportunidade para a paz... Entre na onda de Natal. Não compensa lutar contra ela...

Aristeu disse...

Edilvo, mude para a capital do Rio Grande do Norte, pois lá é Natal o ano inteiro.

Edilvo Mota disse...

Mais um panaca anônimo se arvorando de conselheiro. "Meu filho" é o escambau! Essa intimidade não permito nem aos amigos.

Quem tem fardo são os cagões hipócritas, que precisam postar anonimamente, por covardia, por medo de se expor e comprometer o "status quo" ou incomodar grupelhos.

Quem tem fardo são os fariseus que frequentam igrejas pra tentar purgar os pecadinhos secretos cometidos no cotidiano, comprando votos, apoiando políticos corruptos, se omitindo diante de sacanagens, prostituindo os ensinamentos de Cristo, fazendo vista grossa para os pecados de falsos pastores.

"Onda de Natal" seria, por exemplo, a distribuição de bilhetes de Mega Sena, com dinheiro de doação no hospital de Goiânia?

"Espírito de Natal"?? Seria o mesmo que animou a multidão a aplaudir e incentivar, tempos depois, a crucifixação do Messias?

Ou seria o mesmo espírito que anima tantos crentes a explorar e maltratar outros seres humanos, nos outros 364 dias do ano?

"ELE" acompanha meus passos e nos damos bem. .

Ao invés de alarder uma falsa fé, gritando, pintando camisetas, enviando cartõezinhos um dia por ano, iludindo jovens em grupos religiosos pra formar curral eleitoral, traduzo em atos minha visão de mundo.

Quanto aos meus inimigos, estão todos perdoados, desde sempre. Somente não serão esquecidos. E, um dia, prestarão contas a Deus.

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkkk

viva os anonimos...
Sou anonimo , mas natal lá em casa são os 365 dias, com anonimo pai , anonimo mãe, anonimos filhos e assim vai, somos anonimos mas felizes...

feliz ano novo a todos os anonimos e aos identificados tambem.