quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Resposta aos venais

Na semana passada, tecemos críticas à forma como parte da imprensa araguarina se mostra subserviente ao governo municipal. Em resposta, como sempre, tivemos que ouvir de alguns radialistas os absurdos de sempre: ataques desferidos contra quem ousa discordar de certas práticas políticas e administrativas que ainda vigoram na cidade. Ofensas pessoais, acusações infundadas, ameaças... É normal esse tipo de comportamento por parte daqueles que não têm argumentos suficientes para justificar determinadas condutas. Ora, o direito à informação é sagrado. Não pode ser corrompido pelo abuso do poder político ou econômico, sob pena de transmudar-se em desinformação ou em algo pior. Cabe, então, aos veículos de comunicação social e a seus integrantes não se deixarem corromper.
O meu pensamento continua o mesmo. Há indícios de que o governo atual tem nas mãos parte da mídia araguarina. Para se falar desses indícios, não é necessário mostrar uma fotografia do radialista Fulano ou do jornalista Beltrano recebendo dinheiro de algum agente público ou de um "laranja". A compra de opinião pode-se dar de diversas formas. Governantes desonestos têm muitas benesses a oferecer. Na minha opinião, basta ver a linha editorial de rádios e jornais e compará-la com os gastos públicos com publicidade e propaganda do governo nesses veículos, para se extrair conclusões pela existência de vestígios de irregularidades.
Nessa linha, nota-se que alguns veículos de comunicação social podem estar sendo, digamos, privilegiados pelo "novo modelo de administração".  A genorosa publicidade veiculada em determinadas empresas são eloquentes. Fala por si só.
Nesse ponto, corroborando a minha conclusão, entra em cena, uma vez mais, a falta de transparência do governo. Ocultar fatos, muitas vezes, pode equivaler a tentativas de esconder irregularidades. No caso da publicidade oficial, por força de lei, o município deveria publicar demonstrativos na rede mundial de computadores, discriminando os valores pagos a cada um dos fornecedores (agências de publicidade) e veículos de comunicação social (rádio, tv, jornais, revistas, etc.). É claro que em Araguari a lei não é cumprida. Por isso, eu insisto em perguntar: o que estão tentando esconder da sociedade?

8 comentários:

Ianis disse...

UBERLÂNDIA-MG, 1. de setembro de 2011.

Prezado Marcos,

Novo Modelo de Comunicação...

Não contavam com vossa astúcia!

Atenciosamente,
Janis Peters Grants.

garliene arts disse...

Morde e assopre =D

Aristeu disse...

Brrrrrrrr
Ninguém tem paciência com o Novo Modelo.

Anônimo disse...

"Novo modelo de coronelismo".

Paulo C. Morais disse...

Isso,isso, isso...

Anônimo disse...

CANÇÃO DE TODOS NÓS
(Uma elegia a Araguari)

Eis o tempo anunciado
pois que vem sem protocolo
ante o incrédulo cajado
do tirano, ora no solo

Se a verdade, límpida e clara
espalhada pela urbe
não desperta a massa ignara
a percebe quem se insurge

Sob o sol de árido inverno
lente clara busca o foco
na imagem, olho terno
proteção a Deus invoco

Padecendo em agonia
cada canto roga ajuda
no cantar da cotovia
vai que um dia a coisa muda

Meu suor caindo em bica
testemunha a verdade
a mensagem que hoje fica
é o amor pela cidade.

Edilvo Mota
02 de setembro de 2011
Membro do grupo "A culpa é do fotógrafo"

Pablo disse...

Salve, grande Marcos. Salve, caros colegas de pitaco.

Este é o legítimo "Novo modelo de Administração".

A verdade é que aqui todos nós colocamos o dedo dentro da ferida, e agora a grande imprensa comprada, em 'suaves' prestações, espernea.

Em Araguari, da maneira que as coisas andam, nem a política, nem a imprensa e, se brincar, nem mesmo o ar serão transparentes.

Em quanto isso no Palácio, Marcão e seus asseclas escondem as 'traças' embaixo do tapete.

Pablo disse...

Enquanto***