quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Descaso com o patrimônio histórico e cultural

Novamente, Márcio Marques, Em Resumo, Gazeta, 31/08:
ABANDONO

E por falar em absurdo, o que anda me deixando extremamente chateado é a imobilidade do poder público pelo abandono das máquinas doadas por Afif Radi para a construção do museu da imprensa. Um maquinário muito valoroso que vem se tornando completamente sucateado por estar em local inadequado, sem qualquer zelo pelo valioso patrimônio doado pelo jornalista falecido. Acredito que a memória de nossa cidade e principalmente da imprensa, que noticia toda a sua história, mereceria um pouco mais de respeito.
Pitaco do blog
Esse tipo de comportamento do governo não é novidade. A forma como a gestão atual vem tratando o patrimônio ferroviário, por exemplo, já demonstra a "atenção" e o "carinho" que os governantes têm com o patrimônio histórico e cultural da cidade. Assim, abandonar o legado deixado por Afif Radi é apenas mais  um ato dessa tragédia cultural.
A propósito, o interesse dos governos pela imprensa é seletivo. Costumam tratar bem apenas a mídia subserviente. Essa consegue inúmeras benesses do poder público. Assim, se esse acervo se destinasse a homenagear veículos de comunicação social servis ao governo, com certeza estaria sendo bem cuidado pelo poder público.

10 comentários:

Anônimo disse...

Só falta jogarem asfalto por cima do maquinário.

EDILVO MOTA
Araguarino genérico

Aristeu disse...

Se eu for a Araguari onde é que encontro a estátua do Afif Radi?

Anônimo disse...

Que isso, Aristeu. Como escreveu, meses atrás, um "colunista" agora "descolunado":

"TEM QUE DERRUBAR MESMO ESSA VELHARIA, PRA QUE CONSERVAR COISA VELHA?"

EDILVO MOTA
Araguarino genérico

Anônimo disse...

Por falar em coisa velha, hoje saiu no jornal que a Secretaria de Saúde Iara Borges foi exonerada, mas dizem que ela continua. Não dá para entender como uma imprensa que é comprada anuncia um assunto tão sério e polemico que é a saúde e não condiz com a verdade. Cada vez mais isso mostra um governo perdido sem rumo a merce da velha POLITICAGEM.
Maria do Carmo

antonia disse...

Eu ouvi o proprio Prefeito confirmando a saida da secretaria, hoje em um emissora local afirmou que desde ontem quem responde pela pasta é o adjunto, sem maiores explicações.

antonia arruda disse...

Quanto ao caso do patrimônio histórico da cidade fico triste com tudo queestá acontecendo, não vejo como benefício asfaltar rua de calçamento, além deveriam asfaltar onde as pessoas sofrem com barro em tempo de chuva e poeira na seca sem custos como estão fazendo nas ruas de "pedras" da cidade.
E ainda o caso histórico, imagino se os prefeitos de Ouro Preto e Tiradentes resolvessem fazer politicagem asfaltando as ruas de pedras da cidade?

garliene arts disse...

Patrimônio histórico
(Rossano Lopes Bastos)

O termo “Patrimônio”,segundo Fonseca (1994) foi inspirado pela idéia de “posse coletiva”, a qual designava o conjunto de bens de valor cultural que passaram a ser propriedade da nação, ou seja, do conjunto de todos os cidadãos.
O Patrimônio Histórico no Brasil tem sua origem orgânica no projeto modernista de Mário de Andrade,(1937).O Brasil necessitava de uma identidade, e esta seria histórica, etnográfica e seus elementos formariam aquilo que se denominava Patrimônio Histórico.
Acompanhando o pensamento de Marly Rodrigues(1996:195) “O patrimônio Histórico é uma vertente particular da ação desenvolvida pelo poder público para a instituição da memória social. O patrimônio se destaca dos demais lugares de memória uma vez que o reconhecimento oficial integra os bens a este conjunto particular, aberto às disputas econômicas e simbólicas que o tornam um campo de exercício de poder.”
Dito isso, podemos entender o Patrimônio Histórico mais que um testemunho do passado, é um retrato do presente, uma expressão das possibilidades políticas dos diversos segmentos sociais, expressas em grande parte pela herança cultural, dos bens que materializam e documenta sua presença, sua marca no fazer histórico da sociedade
O patrimônio não é, porém uma representação de todos; este modo de concebe-lo resultou de um momento histórico no qual os bens protegidos pelo estado buscavam e representavam a busca de uma identidade nacional.(Rodrigues: 195)
Hoje o conceito de patrimônio encontra ressonância múltipla e variada, se deslocando da nação para a sociedade, portanto com um novo estatuto interventivo.
A política do patrimônio (Monnet: 1996:226), aparece como um elemento do modernismo funcionalista, pois ela participa de um zoneamento funcional dos espaços, atribuindo-se a alguns as funções “Patrimoniais’”

P.S - Conservar o patrimônio histórico é cultivar um passado na memoria dos presentes =))

Dilson Martins disse...

Aproveitando o assunto, dia 12 de setembro estarei junto com a promotoria pública e pessoas do governo discutindo a desfiguração de nossos canteiros centrais.

Através de representação feita por mim questionando a utilização destes canteiros para estacionamento e, a necessidade de preservação destes importantes cinturões verdes de nossa cidade, estarei tentando sensibilizar nossas autoridades da riqueza impar destes belísssimos canteiros, do seu valor histórico, da sua importância ao meio ambiente e principalmente, como fundamental instrumento de gualidade de vida.

Iconoclasta disse...

Essa administração está na verdade sucateando todo o seu patrimônio seja ele humano ou material.

Aristeu disse...

Edilvo, não retiro o que disse, existem coisas que devam ser derrubadas e reedificadas em ouro. E ademais depois eu te apresento a ironia, velha comparsa minha.