sábado, 2 de julho de 2011

Copa pode ficar mais cara com novas regras, dizem procuradores

Flexibilização de licitações é vista como desespero do governo

RODRIGO VARGAS

DE CUIABÁ

Procuradores do Ministério Público de Contas que atuam no Tribunal de Contas da União em Brasília disseram ontem em Cuiabá que as obras para a Copa de 2014 são conduzidas sem planejamento e com novas regras de licitação que poderão encarecer a conta final do evento.
"É o regime desesperado de contratações", ironizou o procurador Júlio Marcelo de Oliveira, ao se referir ao RDC (Regime Diferenciado de Contratação), pacote do governo que flexibiliza as regras de licitações para a Copa e a Olimpíada de 2016.
Outro procurador que atua no TCU, Sérgio Caribé, minimizou a possibilidade de um legado positivo para a sociedade em razão dos investimentos para os eventos.
"Eu vejo com muita tristeza que vamos gastar demais para tentar evitar uma repercussão internacional negativa", disse Caribé.
Os procuradores se manifestaram durante o 5º Fórum Nacional de Procuradores de Contas, em Mato Grosso.
Oliveira disse que as mudanças no regime de contratações públicas são a "única maneira de terminar as licitações a tempo". "E não por falhas da legislação atual, mas porque o país tem uma cultura de falta de planejamento."
Segundo ele, a questão do sigilo nos orçamentos das obras "está superada". "O problema maior é a implementação de um modelo de licitação com o qual não temos experiência."
Portaria do Ministério Público de Contas reservou apenas ao procurador-geral, Lucas Furtado, o acompanhamento dos processos relacionados à Copa. Para Oliveira, a situação é "uma barreira".
A Folha entrou em contato com o gabinete do procurador-geral e deixou recado, mas ninguém ligou de volta.

Transcrito da Folha de S. Paulo, edição de 02/07/2011

Pitaco do blog
Desde o 2007, já se cogitava que o Brasil iria sediar esses eventos. Deixaram tudo para a última hora. Propositalmente?!
Mesmo com projetos básicos e orçamentos previamente elaborados, nós já tínhamos inúmeras fraudes em licitações. Imaginem agora, com as contratações feitas às escuras...
Acredito até que os procuradores do  Ministério Público do Tribunal de Contas da União foram muito comedidos ao afirmar que essa flexibilização mostra o desespero do governo. Demonstra, isto sim, a força política dos diversos grupos empresariais envolvidos nesses eventos. Em vez de estarem desesperados, eles estão dando pulos e socando o ar. Comemoram os gols feitos e os que ainda farão graças aos nossos passes açucarados (omissão). Realmente, como dizia a antiga personagem da atriz Kate Lyra, "brasileiro é tão bonzinho.".

5 comentários:

Ianis disse...

UBERLÂNDIA-MG, 2 de julho de 2011.

Prezado Marcos,

Certamente conhece a expressão popular:

" Fazer barba, cabelo e bigode. "

Em breve, teremos outra:

" Copa, cama, mesa e banho. "

Esta, referente à CORRUPÇÃO ABSOLUTA, e com TOTAL anuência das Instituições.

Roubalheira e vexame. Esta COPA promete.

Atenciosamente,
Janis Peters Grants.

Anônimo disse...

Esse é o governo daqueles que deitaram falação da privatização.

Ironia do destino...

EDILVO MOTA

Anônimo disse...

O discurso contrário à privatização só é utilizado em período eleitoral. Vencidas as eleições, esquecem das ideologias utilizadas e partem para as conveniências. É sempre conveniente encher os cofres dos empresários privados. São eles que alimentam a corrupção, a compra de votos, etc.
Marcos

Anônimo disse...

Janis, para o bem do povo e felicidade geral da nação, o Brasil deveria desistir de sediar esta copa do mundo. Bilhões de reais sairão dos cofres públicos diretamente para os bolsos de empresários inescrupulosos. Enquanto isso, as verdadeiras prioridades do país continuarão abandonadas.
Dias atrás, ouvi dizer que o ex-Ministro Mário Simonsem tinha um ensinamento muito apropriado para o Brasil. Em especial, caíria como uma luva para a situação atual. Ele afirmava que, em muitos casos, era melhor pagar os 10% de propina para o empresários e deixar de realizar a obra. Segundo ele, o prejuízo seria menor do que levar adiante certas obras públicas. Acho que esse é o caso da Copa. Sairia mais barato desistir agora.
Marcos

Ianis disse...

UBERLÂNDIA-MG, 3 de julho de 2011.

Prezado Marcos,

(...)
Sairia mais barato desistir agora.
(...)

Somos Brasileiros e não desistimos nunca.

País do futebol, com uma bola no pé, as mãos dos Políticos em nossos bolsos, e os pés de nossas Autoridades constituídas em nossas bundas, cumprindo ou fazendo cumprir à risca uma única Lei, a de Gerson, São Henrique Simonsen - também Engenheiro Civil e Banqueiro, sabia bem como conduzir suas empreitadas...

Afinal:
(...)
Segundo suas próprias palavras, ficou rico por acaso quando o amigo de infância Julio Bozano o convidou para ser sócio minoritário no Banco Bozano-Simonsen.
(...)

Ei, um dia você me convida para fazer parte minoritária de algo para ficarmos ricos por acaso ?

Enquanto isso, uma boa semana de trabalho honesto a todos.

Atencisoamente,
Janis Peters Grants.