sexta-feira, 3 de junho de 2011

Problemas na documentação emperram liberação de recursos para o projeto SOMMA

Abre aspas para o Gazeta do Triângulo, edição de 03/06/2011:
"A viabilização de recursos para os projetos SOMMA ECO e INFRA tem causado polêmica no município, sobretudo, porque até ontem, dia 2, a comunidade araguarina desconhecia os reais motivos que estariam dificultando a liberação do dinheiro pleiteado pelo município junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).
Diante das insinuações de determinados veículos de comunicação da cidade e especulações em relação aos possíveis obstáculos impostos pelo governo do estado, o araguarino Raul José de Belém (PV), assessor especial do governador Antônio Anastasia (PSDB), conversou com a reportagem sobre o assunto. 'É um absurdo atribuir a mim, um simples assessor do governador que se afastou da Câmara de Araguari com o único e exclusivo objetivo de fortalecer as relações do município com o Estado de Minas Gerais, a responsabilidade pela não liberação dos recursos. Até porque, quando da aprovação do projeto do Legislativo Municipal, eu fui um daqueles que votou a favor da matéria', disparou.
Segundo Raul José (foto), o projeto SOMMA ECO, orçado em R$ 3.037,00 milhões, foi devolvido ao município por não cumprir as exigências da Secretaria do Tesouro Nacional, apresentando problemas na documentação. Quanto ao SOMMA INFRA, estimado em R$ 5 milhões, a referida secretaria está aguardando uma série de informações solicitadas em um ofício encaminhado à Prefeitura de Araguari no mês de abril. 'Quero deixar claro os reais motivos que inviabilizaram o financiamento. A questão não tem nada a ver com o Governo do Estado até porque o processo nem está aqui, mas, sim na Secretaria do Tesouro Nacional e é uma leviandade insinuar qualquer tipo de perseguição com a atual administração. Na semana passada mesmo, o Estado liberou vários projetos SOMMA para inúmeros municípios chefiados pelos mais diversos partidos políticos, o que demonstra o quanto as pessoas são leigas. Não tem o menor cabimento ficarem com essas insinuações maldosas, tentando responsabilizar o Estado por algo que diz respeito exclusivamente ao município de Araguari', acrescentou.
Com a atual situação, a Prefeitura de Araguari deverá reiniciar todo o trabalho referente ao SOMMA ECO e agilizar as informações a respeito do SOMMA INFRA para não perder o processo. 'Ao que tudo indica, o município terá que começar do zero em relação ao SOMMA ECO. E o problema ainda é mais grave, pois, com a reprovação das contas do prefeito no Tribunal de Contas do Estado, é bem provável que o município esteja impossibilitado de contrair empréstimos junto ao BDMG, tendo em vista que as infrações apontadas no despacho não têm precedentes. Então, em vez de insinuar e responsabilizar os outros, o município deveria se reorganizar e correr atrás do prejuízo', desabafou.
Para concluir, Raul José informou que todas as informações podem ser verificadas junto à Secretaria do Tesouro Nacional. 'Eu não poderia me calar e ser negligente, deixando de informar a população de Araguari sobre a real situação do projeto SOMMA, pois, sei o quanto os cidadãos estão ansiosos por uma solução que atenda, principalmente, as avenidas da cidade que se encontram em péssimo estado de conservação', concluiu o assessor."


Pitaco do Blog
Em Araguari, tudo é possível. Essa novela do Somma vem se arrastando há tempos.
No início, o governo culpou os vereadores de oposição pela demora na aprovação do pedido de empréstimo. Gastou-se dinheiro inclusive com outdoor atribuindo a esses vereadores a culpa pelos buracos das avenidas-rodovias.
Recentemente, o prefeito foi a emissoras de rádio e atribuiu a forças ocultas a culpa pela demora na liberação dos recursos. Com essa afirmação, deixou no ar a possibilidade de o ex-vereador Raul Belém, atual assessor do governador, o culpado pelos recursos não terem sido liberados. Agindo assim, o prefeito foi, no mínimo, leviano. Por que não deu nome aos bois?
Agora, vem o ex-vereador e afirma que os recursos não foram liberados por causa de falhas cometidas pela própria Prefeitura. É bem provável (é probabilíssimo) que ele tenha razão. A Secretaria do Tesouro Nacional e o BDMG são rigorosos na concessão desses empréstimos. Se o município deixar de cumprir determinados requisitos (da Lei de Responsabilidade Fiscal, por exemplo), dificilmente conseguirá o empréstimo.
Assim, é bom que o senhor prefeito venha a público e diga a verdade para a população. O que está acontecendo com o pedido de empréstimo? Por que não foi liberado? Quais a irregularidades cometidas pela gestão atual estão travando a liberação? Quais foram as irregularidades que levaram o Tribunal de Contas do Estado a reprovar as contas da gestão Marcos Coelho em 2009? Chega de mentiras!!!

4 comentários:

Anônimo disse...

Dar explicações?!

Não peça tanto, meu caro...

Edilvo Mota

garliene arts disse...

Marcos!!
Membros do governo,estão preocupados com outras coisas, FARRA , FARRA e SOMMA ta longeeee de se explicar viu!!!

Aristeu disse...

Tem que se eleger administradores de coisa pública.

Anônimo disse...

Pergunta ao Prefeito se em sua empresa faltam documentos para se atingir um objetivo econômico. Se faltar os responsáveis logicamente serão demitidos a bem de sua empresa. Estou certo ou errado? Neste e em outros casos, o Alcaide deveria apurar através de sindicância quem são os responsáveis, que devem ser muitos e na hipótese de haver comissionados envolvidos dispensá-los ad nutum.