segunda-feira, 16 de maio de 2011

O governo se vendo no espelho

Abre aspas:

"...às vezes, o Prefeito tem que tomar medidas antissociais para o bem do município!" 

Leonardo Borelli, Secretário de Governo, em discurso na assinatura de contrato do município com a Rede Integração.
Fonte: Diário de Araguari 


19 comentários:

Anônimo disse...

e são tantas que ninguém mais se espanta

Ianis disse...

UBERLÂNDIA-MG, 16 de maio de 2011.

Prezados Araguarinos,

Antes que um Nobre Amigo o diga, digo eu:

LACTOPURGA JÁ !!! Socialize os atos...

Atenciosamente,
Janis Peters Grants.

PS: Depois é o intrépido Blogueiro que ... Deixa para lá. Em "M", quanto mais se mexe, mais irradia. Ainda mais agora, em ondas Digitais.

Aristeu disse...

Anti-democráticas = antissociais

Wilson Jose Prado disse...

Francamente, não entendi a fala do secretário no referido contexto. Alíás, Marcos, nesse goveno não se entende a maioria das ações.

Sandrinha disse...

Pára essa cidade que eu quero descer

Iconoclasta disse...

Essa atitude do secretário não me provoca nenhum espanto, essa é a linha desse governo. No mais, esse secretário mencionado no topico é aquele mesmo que dormiu perante os funcionários públicos quando estes discutiam com o governo a revisão salarial no interior do ginásio Poliesportivo.
E o pior, mesmo com tamanha falta de respeito, não gostou de ter chamado sua atenção.

Iconoclasta disse...

Meus amigos e familiares dizem, calma... falta apenas um ano e meio para findar o "Novo Modelo", mas sinceramente eu acho muito. Cada segundo nesse governo parece ser uma eternidade.

Anônimo disse...

PELO AMOR DE DEUS!
UM ANO E MEIO SÃO NADA MENOS QUE 550DIAS
DÁ PRA FAZER MUITO ESTRAGO !
SOCOOOOOOOOOOOOOOOOORRO !!!!!!

Anônimo disse...

É a primeira vez que eu posto uma mensagem aqui. E o faço por pura indignação.
Vejo que já a algum tempo alguns colegas meus fazem isso. Sou agente sanitário 2002 em Araguari.
Na época da implantação do Plano de Cargos e Salários, na gestão anterior, alguns de nós observamos que a categoria dos agentes sanitários foi uma das que, percentualmente falando recebeu um dos menores aumentos da época. Organizamos uma comissão e fomos até o então prefeito, Marcos Alvim, e colocamos a nossa insatisfação pelo ocorrido. No mesmo momento ele deu ordem aos seus secretários que refizessem nossos cálculos e prometeu-nos um aumento melhor. Depois observamos que não veio o que havia sido acordado ali; veio menos, entretanto fizemos um acordo para trabalharmos em regime de 6 horas, que era muito melhor para o trabalho e de certa forma, fez com que concordássemos com o aumento dado na época mesmo que inferior a outras categorias. Ficou assim até o atual governo.
Depois que Senhora Iara assumiu a Secretaria de Saúde nossa categoria perdeu o regime de 6 horas. Tivemos a troca de praticamente todos os supervisores sem que o trabalho dos mesmos fosse avaliado individualmente. As situações que apontam para atos de perseguição se tornaram frequentes. Os ciclos que o município acordou a tempos com o Estado (6 ciclos) não tem sido e não serão cumpridos esse ano, por motivo de que o regime de 8 horas é incompatível com a realidade de Araguari e também pela insatisfação dos próprios funcionários com o modelo que foi adotado pela atual gestão da saúde, colocando o município na iminência de perder verbas oriundas do Estado já que as mesmas estão condicionadas ao cumprimento de metas.
Eu fico pensando o que Araguari ganhou com a troca dos supervisores uma vez que as metas estavam sendo cumpridas e o trabalho estava sendo realizado de uma forma que estava funcionando?
O que Araguari ganhou com a colocação do regime de 8 horas pra uma categoria, que todos sabem, é uma das que foi menos beneficiada com a implantação do Plano de Cargos e Salários e cujas atividades por ela desenvolvidas no município são incompatíveis com tal carga horária?
O que Araguari ganha com os atos que remetem a situações de perseguição, com a insatisfação que hoje reina praticamente em todos os agentes sanitários, excluindo-se alguns que se submeteram e foram recompensados com cargos e regalias? O que os atuais supervisores fazem em beneficio dos agentes? Nada, apenas se calaram.
O que foi feito com os agentes sanitários hoje começa a refletir no trabalho que não flui, e da maneira como esta sendo conduzido dificilmente fluirá.
Eu poderia falar o motivo injusto que levou a destituição dos supervisores sem análise individual de cada um. Poderia falar e provar o porquê o regime de oito horas não funciona, no combate a dengue, em um município com as características que Araguari tem. Poderia falar o porquê houve a diminuição dos casos de dengue e um aumento do índice larvário no município e o porquê, mesmo com um índice tão alto não temos tido uma enxurrada de casos da doença.
Mas não, vou apenas deixar algo para que se alguém se interessar possa refletir:
Pense. Estamos com um índice larvário realmente alto no município, segundo último levantamento 4.2. As equipes de combate a dengue estão muito atrasadas no cumprimento das visitas (teria que ser 6 ciclos por ano e provavelmente não vão fazer nem 4). Estamos na iminência da introdução do vírus tipo 4 no Brasil, já foram registrados casos no Rio esse ano; especialistas já falam que será impossível evitar a disseminação do tipo 4 uma vez que a população brasileira não tem anticorpos naturais contra tal tipo.
O que acontecerá quando chegar tal tipo de vírus a Araguari, com o atual índice e com os ciclos não sendo cumpridos? Lembro que o tempo que o mosquito leva pra se desenvolver de ovo a larva gira em torno de 15 dias.
Deixo o que relatei acima para reflexão de todos os interessados e se surgirem dúvidas tentarei esclarecê-las.

Marcos disse...

Anônimo das 12h27, muito boa a sua intervenção. Estou pensando em publicar o seu relato numa próxima postagem. Se vc quiser abrir mão do anonimato, publicarei também o seu nome. Senão, publicarei o desafo de um Agente Sanitário anônimo. Vc decide.

Edilvo Mota disse...

Marcos,

pelo nível de truculência e intolerância vistos (e sentidos por alguns) nos últimos 28 meses, provavelmente o(a) autor(a) do brilhante depoimento terá receio de se expor. E isto é compreensível.

Mas (me permita a irônica licença não poética) quem sabe com importantes decisões sobre 11, 17 ou 19 vereadores, o sistema de saúde, no âmbito da prevenção, consiga avançar.

Prioridades. Eis o que falta ao SUS...

Rosevane disse...

Eu queria que alguém me explicasse que "bem" é o fato da praça que outrora foi MANUEL BONITO agora é MANUEL HORRENDO.

Anônimo (Para não mais um perseguido ainda) disse...

Caro sr. Marcos

Infelizmente, como o sr. Edilvo disse, estamos vivendo no trabalho de combate a dengue momentos de intolerância por parte da gestão atual. Eu realmente gostaria muito de dizer quem sou, mas no momento, prefiro não o fazer, não por covardia ou por não ser verídico o que disse antes e mesmo o que vou dizer abaixo, mas sim por saber que se o fizer agora estarei ainda mais sujeito as agressões psicológicas, a falta de palavra, as mentiras e outras coisas mais que a atual gestão, principalmente na área da saúde, mais especificamente no combate a dengue, esta fazendo.
Sinta-se a vontade para, se desejar, utilizar estas linhas.
Gostaria de continuar o meu relato das 12:27 colocando mais algumas situações, que sei devem ser do conhecimento público, mas que vale a pena relembrar pois os que apanham nunca esquecem.
Quando da campanha para prefeito nós, agentes sanitários, acreditando na palavra dos candidatos Marcos Coelho e Jubão, fechamos um acordo verbal com os mesmos que, se eleito fossem, o coordenador do combate a dengue em Araguari, seria um agente sanitário. Foram eleitos. Na época tínhamos grande capacidade de mobilização e quando soubemos que o coordenador seria uma pessoa indicada pelo governo e que a promessa não seria cumprida, pois o indicado já estava no P.A. central tomando conta do serviço, paramos nossas atividades e imediatamente nos dirigimos até até o palácio, com o apoio do vereador Tiãozinho, fomos recebidos pelo jubão, que naquele momento permitiu que fosse realizada uma eleição entre os escolhidos dos agentes para o cargo de coordenador. A eleição foi realizada no Sintespa e disputaram a então na época supervisora de turma, Andréa, e o na época supervisor geral, Júlio. Venceu a Andréa por cinco votos de diferença, assumindo a coordenação e ficando no cargo até que o veterinário Rafael, exigisse para si tal cargo, alegando que era parte de suas atribuições o controle da dengue.

Anônimo (Para não ser mais perseguido ainda) disse...

Continuando

Não tendo opção e sob forte pressão a Andréa não teve opção, segundo meu ver, senão deixar o cargo.
O Rafael assumiu, mas o relacionamento dele com a equipe e da equipe com ele era péssimo, chegando quase que, em determinados momentos, a agressão física. Foi feita sua remoção do cargo e ficamos alguns dias sem coordenador, dando continuidade ao trabalho os supervisores gerais Welington e Júlio.
Depois de passados alguns dias, poucos antes das eleições para deputado, fomos todos reunidos no ginásio de esportes e nos foi colocado o retorno da carga horária de 8 horas pela secretária Iara e, creio eu, para amenizar a situação, que ficou tensa, nos foi permitido eleger novamente o novo coordenador. Estavam presentes as seguintes autoridades e todas deram seu aval para que se fizesse a escolha: A secretária de saúde, Iara; o secretário de administração Levi; o procurador do municipio, não me recordo do nome no momento; o vereador Tiãozinho; e o presidente do sintespa, Cristiano. Disputaram o cargo o supervisor de turma Flávio e o supervisor geral Júlio. Venceu o Júlio, com praticamente unanimidade. Por algum motivo que eu desconheço não lhe foi permitido assumir a coordenação e poucos dias depois das eleições os supervisores foram chamados para uma reunião com a secretária Iara e foram todos destituídos. Inclusive o coordenador que nós elegemos e que não assumiu.

Anônimo (Para não ser mais perseguido ainda) disse...

Muitos podem pensar: Por que os agentes sanitários queriam um coordenador que viesse deles?
Pra facilitar a vida deles?
Pra ser omisso quando eles errarem?
Não, não era para isso.
Era para não deixar que pessoas que não tinham conhecimento do trabalho assumissem e fizessem acontecer o que aconteceu (Destituição em massa dos supervisores sem análise individual)
Para que a carga horária de 6 horas fosse mantida beneficiando os agentes mas, antes de tudo toda a população do município, possibilitando o cumprimento de metas e a diminuição da infestação.
Para que não se colocasse lá um servidor que não tivesse um mínimo de conhecimento do nosso trabalho.
Para acabar com regalias que, como é de conhecimento de todos nós agentes, acontecem principalmente dentro do P.A. central.
Para não deixar que servidores que alegavam ter problemas de saúde ou outras coisas e por isso não podiam trabalhar no campo, assumirem cargos de supervisão.
Para evitar as perseguições e pressões que somos vítimas diariamente.
Era para isso dentre outras coisas que na época da campanha para prefeito fizemos tal acordo.
Acordo que hoje não é cumprido.
Sei muito bem o porque da destituição dos supervisores. Eles, tinham capacidade de mobilização de toda a classe, principalmente os dois supervisores gerais Welington e Júlio, e o supervisor de turma Claudimir, juntos podiam, com o respaldo da grande maioria do grupo, se oporem a situações que hoje os atuais não tem condições de fazer por desconhecimento do trabalho ou por não poderem em função de terem sido colocados lá pela atual gestão da saúde.

Iconoclasta disse...

Esse "Novo Modelo" é uma piada. No orgão oficial do governo -Jornal Correio - uma matéria que descorre sobre o salário dos servidores é hilário. A matéria aborda que após a liminar que suspendeu o pagamento do IPTU, o governo resolveu retirar a proposta de aumento salarial, mas diante da solicitação da sua base de apoio no legislativo o governo resolveu manter a proposta de aumento dos salarios dos servidores, mas asseverou (agora vem a piada) que será obrigatório o corte de despesas, e estudos serão levantados para saber quais obras ou serviços serão afetados. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
São tantas obras e projetos que realmente vai ter muita dificuldade para fazer tal levantamento. Cuidado senhor prefeito! Muitos podem ficar insatisfeitos caso o senhor paralise alguma obra. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Iconoclasta disse...

A piada poderia ser mais engraçada, bastaria ele dizer: "Vou efetuar cortes na remuneração dos servidores para dar um reajuste salarial".

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Iconoclasta disse...

Continuando a piada...

Extraido do Jornal Correio: "o Prefeito Marcos Coelho a acelerar o processo de votação do aumento, evitando mais atrasos na aprovação do projeto de lei, antes que fatos novos possam prejudicar os servidores."

O que realmente ele quis dizer com novos fatos?
A liminar que suspendeu a arrecadação do IPTU seria um empecilho para o aumento dos salarios dos servidores? Absurdo!!!
Esse governo é uma comédia!

Solução encomendada pelo governo: "Funcionários! Peguem suas bandeiras e vão para a porta do Sintespa protestar contra o Tiãozinho. Servidores! Organizem passeatas pelas ruas da cidade com cartazes incentivando as pessoas a pagarem o IPTU com o valor originário do governo municipal.

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kkkkkkkkkkkkkkkk

Edilvo Mota disse...

Novo depoimento do(a) servidor(a) que expõe suas razões para permanecer anônimo(a) e que, neste caso, com fundada razão, devem ser compreendidas.

A exposição dos fatos é cristalina. E sou testemunha que o pessoal do controle da dengue "não é fácil" (kkk).

Porque? Porque são profissionais conscientes de suas atribuições, estudiosos do assunto que lhes pertine, sagazes, articulados e exercitam o senso crítico (o típico chato, que nem este escriba).

Então, no caso deles há duas opções para o gestor da saúde (ou do município, quando lhe falta assessoria):

- a primeira delas, mais árdua e espinhosa, é aceitar o debate, se expor e argumentar, dando espaço para o contraditório e tendo humildade para recuar, por argumento e não por pressão;

- a segunda opção (mais fácil, porém menos inteligente) é adotar a truculência, exercitar o assédio moral e o abuso de autoridade e lhes impingir um tremendo "cala-boca".

Porém, a História mostra que esse caminho tortuoso, mais cedo ou mais tarde, provoca rachaduras e faz esboroar qualquer modelo de ditadura.

Parodiando Chico Buarque de Hollanda e Paulo Pontes, na música tema da peça "Gota d'água", que levou ao palco a tragédia grega Medéia", de Eurípidis, sugiro a cancão homônima como hino dos agentes da dengue:

"GOTA D'ÁGUA

Já lhe dei meu corpo, minha alegria
Já estanquei meu sangue quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d’água"