segunda-feira, 30 de maio de 2011

Éramos seis?

Éramos seis?


Governo que não faz obras faz propaganda. Basta sintonizar a Rádio Vitoriosa e confirmar tal silogismo. Absurdamente o Novo Modelo reinventou-se repetidas vezes no seu pior, e sua inércia administrativa deu lugar á publicidade de atos que não existem e planejamentos que não foram feitos. Pela frequência que vemos o prefeito e os seus nas ondas do Rádio, parece-nos que o desespero já bate à porta do Palácio. Talvez esse estreito relacionamento com a Imprensa, tenha sido o motivo de um Colunista/Dentista ser o novo adjunto da Secretária de Saúde. Boa sorte ao colunista.

A relação imprensa /governo faz-me lembrar de um tipo de relação ecológica que estudamos em Biologia: O Comensalismo ou Protocooperação. Neste tipo de relação uma das espécies se beneficia de outra, alimentando-se de restos de alimento. Caso mais conhecido, e aqui serve bem a analogia, é o da rêmora e do tubarão. A rêmora é um peixe dotado de ventosas que se fixa no corpo do tubarão e alimenta-se dos restos alimentares que escapa da boca do grande predador dos mares. Fixada no ventre do tubarão e afoita por restos, a rêmora não tem opção, segue seu fornecedor por toda a parte.

Aqui temos um Coelho seguido cegamente pela imprensa. Exageradamente, tem frequentado a Rádio e soltando inúmeras pérolas, daquelas feitas por políticos que descumprem promessas. Numa delas o prefeito desafiou à inteligência da população dizendo que todo o araguarino tem pelo menos uma obra num raio de cem metros de sua residência. A não ser que mato e buracos contem, não vi tais obras em minha vizinhança. Um repórter imparcial certamente contra-argumentaria e extrairia a realidade dos fatos.

Mais escandalosos ainda são os “pitacos’ dados pelos radialistas, dentre os quais, os do senhor Valmir Brasileiro sobressaem com facilidade. Já ouvi frases cutucando os companheiros que não eram a favor do asfaltamento das ruas de pedra: ”Quem é contra que leve as pedras para a porta de sua casa”. Ultimamente sobre as árvores da Manoel bonito:” são apenas sibipirunas, árvores feias que devem ser derrubadas mesmo”. Mas a última foi de doer. Sobre o “toco” da Manoel Bonito, o nobre radialista sugeriu que deveria ser arrancado sim, que “alguém de pulso” deveria arrancar e depois ver as conseqüências. Se para arrancar tivesse de pagar multa que pagasse, mas que alguém do governo tivesse pulso para arrancá-la. Pelo jeito o nobre radialista é profundo conhecedor de leis ambientais. Deve dar um show em arquitetura e urbanismo (estou sendo irônico!).

Por isso, novamente manifesto minha admiração pelo Observatório de Araguari e pelo blogueiro, mesmo sem ainda conhecê-lo pessoalmente. Faço parte da meia dúzia que preza pela veracidade dos fatos e pela análise técnica imparcial das coisas. Prezo o raciocínio e o pensamento crítico, prezo a verdade. O epicentro da discussão não se faz por mim no âmbito pessoal, sendo a favor ou contra as pessoas do governo, mas as críticas devem ser feitas à incapacidade administrativa do governo, coisa que nem a “Rádia” anda conseguindo esconder. Sou certamente um dos seis neófitos. E pelo jeito incomodamos.

Wellington Colenghi Galdino

Servidor Municipal

7 comentários:

Anônimo disse...

Me orgulho de compartilhar a amizade de Wellington Colenghi Galdino.

Me orgulho de ter servido AO MUNICÍPIO na companhia de profissionais com este perfil - e são tantos - e não ter deixado rastros de lama.

E me orgulho ainda de fazer parte da minoria(?) de seis cidadãos e cidadãs que não se acanham na exposição de seus pontos de vista; sempre, como lembra Colenghi, julgando fatos e atos, e não pessoas.

EDILVO MOTA
Um dos 6

Aristeu disse...

Eu não sou araguarino, mas ninguém me convence disto. Este tal de Coelho sabe mesmo é furar buracos, mas é impossível que ele destrua toda a cidade no pouco tempo que lhe resta à frente da administração e, mesmo que o fizesse, nós a reedificaríamos!

Ianis disse...

UBERLÂNDIA-MG, 30 de maio de 2011

Prezados Srs.

Com a anuência de outro 1/2 dúzia

Atenciosamente,
Janis Peters Grants.

Anônimo disse...

Faz tempo que parei de acompanhar a ''rádia''para não ficar ouvindo as ''abobrinhas'' dos nossos sapientes e ilustrados radialistas de mentalidade provinciana que acham que sabem de alguma coisa e fazem lavagem cerebral na cabeça do ''populacho'' e agora com o Coelho saindo da toca para falar asneiras acho que fiz bem em parar de ouvir o meu ''radinho'' velho.

Anônimo disse...

Ontem em entrevista à Rádio "Vitoriosa", o leonardo Boreli disse que o recapeamento da Mato grosso Belchior de Godoy e theodoreto saíriam com recursos próprios. Considerando que o IPTU foi embargado e que a Prefeitura tem apenas 2 milhões em caixa, será que tal obra é possível ou seria outra mentira.
Outro problema para o prefeito:
Foi feita a promessa de jogar abaixo o PS municipal e mudar-se para o polêmico Hospital Municipal, porém, o governo não aceita que o prédio destinado ao Hospital seja usado com outra finalidade a não ser que o governo Municipal devolva 4 milhões de reais aos cofres do Estado. O funil se estreita cada vez mais e as mentiras vão tornando impraticáveis.
Se ele fizer o recapeamento não sobrará nada para outras áreas como a saúde por exemplo. A Saúde que depois da entrada de Ira Borges, que carrega uma CLI nas costas, tornou-se um caos.

Iconoclasta disse...

Essa relação entre imprensa e governo é revestida de muito oportunismo. A cada novo mandato em nosso municipio, que é a realidade mais próxima de nós, toda a imprensa -exceto aquela que já emana daquele que já chegou ao poder - começa desde os primeiros dias de governo com criticas ácidas contra todo o corpo administrativo, no entanto longe de ser aquele 4º poder de informar a sociedade para o exercicio da sua cidadania num estado democrático, a imprensa "bate" e "bate" muito no intuito de expor o administrador negativamente perante a opinião pública. O governo assustado com a repercussão de fatos negativos todos os dias torna vulneravel as armadilhas dos espertalhões e sem saída, torna logo o trabalho de cooptar os mais "ilustres" dessa farmácia de informação.
Em resumo: A imprensa longe de assegurar a transparência das relações políticas, econômicas e sociais, aguça suas criticas até serem privilegiadas com recursos, investimentos do próprio governo que outrora criticavam, e os mais destacados desse ninho são convidados a integrar ao corpo administrativo.
Já ouviram aquele ditado: "O mundo é dos espertos" Mas os espertos nesse sentido são os imorais, sem caráter e oportunistas!

Anônimo disse...

Alguns noticiários, antes contundentes, se transformam em coluna social, recheados de amenidades