quinta-feira, 7 de abril de 2011

Produtos de origem animal são recolhidos em Araguari

As Vigilâncias Sanitária Municipal e Estadual estão recolhendo produtos de origem animal do comércio em Araguari. A determinação é do Ministério Público Estadual. Os comerciantes não estariam cumprindo normas de manipulação e venda dos produtos.
Uma pequena fábrica de espetinhos está parada. Toda a carne e mais 40 quilos de queijo provolone que Lúcio Flavio da Cunha comprou foram apreendidos. Prejuízo de R$5 mil. “Os produtos que tinham eram novinhos, tinham acabado de ser feitos. Aí chegaram e pegaram parecendo que era lixo. Falaram que iam jogar tudo fora, que eu não podia vender este produto”, conta o micro empresário.
Lúcio Flavio mostrou o número do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) fornecido, segundo ele, há cinco anos. “O que me pediram eu fiz. Agora se mudaram alguma coisa, deveriam ter falado”, acrescentou.
Desde terça-feira (05), açougues, supermercados e mercearias de Araguari são alvo de uma fiscalização sanitária. Foram recolhidos cerca de dez mil ovos, mais de sete toneladas de carne e mais de três mil de queijo.
A fiscalização foi feita a pedido do Ministério Público com o apoio das Vigilâncias Estadual e Municipal. Já foram três dias de trabalhos e eles apreenderam somente na manhã desta quinta-feira queijos, leite, linguiça, manteiga. Tudo sem inspeção.
“O Ministério Público fez a notificação, mas o município não forneceu subsídio para o lojista, para o ambulante e para o supermercadista adequar a norma. Então, faltou orientação”, reclama o comerciante Diego Marcel. Diego é dono de um supermercado que parou de vender produtos manipulados no açougue. A sala de desossa da carne foi climatizada. Ainda falta um espaço separado para fazer quibes e almôndegas. O que tinha para vender foi apreendido. “Nós vamos suspender a fabricação e manipulação para adequar à norma do Ministério Público e Vigilância Sanitária”, completou.
O secretário de Saúde interino de Araguari, Rodrigo Póvoa Naves, explicou que todo material recolhido foi encaminhado para dois lugares. Carnes para uma fábrica de rações e queijo, ovos e outros alimentos para o aterro sanitário. “Os produtos não têm laudo. Não tenho como afirmar que os produtos estavam ou não em boa qualidade. A única coisa que sabemos é que não estavam de acordo com as normas. E se não estão de acordo com as normas, os selos referidos, eles foram apreendidos”, explicou.
A reclamação dos comerciantes é quanto à ausência do SIM, o que, segundo eles, facilitaria a fiscalização e liberação para a venda. O procurador geral do município, Leonardo Henrique de Oliveira, diz que o órgão está em processo de criação. “Resta ainda, que a Secretaria de Agricultura municipal nos entregue na Procuradoria os últimos elementos para a criação deste órgão de fiscalização”, disse Leonardo Henrique.
O presidente da Associação de Compras do Triângulo, Silvio Presley dos Reis, reconhece a necessidade de cumprir a lei, cobra a implantação do SIM e reclama da falta de critério dos funcionários da Vigilância. “O que está havendo é muita divergência entre a fiscalização estadual e a municipal. Há um procedimento em um estabelecimento e há um procedimento em outro estabelecimento. O que a gente precisa saber é realmente quais são as adequações”, explicou.
Ainda segundo Sílvio Presley dos Reis, há alguns anos a Prefeitura forneceu o selo de inspeção municipal. A reportagem da TV Integração percorreu os locais para onde a Prefeitura disse que teria levado os produtos apreendidos. Na fábrica de ração a reportagem foi informada que a carne já teria sido moída. No aterro sanitário, funcionários disseram que o material já havia sido enterrado. Mas na portaria do local não havia registro da entrada de caminhões com os produtos recolhidos.
 
Transcrito do site Megaminas

12 comentários:

Beto disse...

Infelizmente essa é a realidade enfrentada pelos pequenos comerciantes de produtos alimentícios.
Alguém é ingênuo de acreditar que essas apreensões são feitas para zelar da saúde do povo?
Isso é a politíca adotada pelo capitalismo neoliberal para atender os interesses das grandes indústrias alimentícias.
Agora numa cidade como a nossa onde não existe uma política voltada para novos investimentos, geração de rendas... a situação é caótica, quantos pessoas não estão sendo desempregadas na cidade, soma-se a isso o fechamento da Lopesco e a crise no Mataboi que já demitiu dezenas de trabalhadores e ainda pode aumentar esse número. Não sei que rumo vai tomar essa cidade, não tenho nenhuma expectativa positiva.

Ianis disse...

UBERLÂNDIA-MG, 8 de abril de 2011.

Prezados Srs.,

Também não creio que a referida ação tenha como alvo principal, o bem-estar da população.

Parece-me mais um dos muitos cabos-de-força para demonstrar como funcionam as coisas... quem manda, comanda, desmanda e quem são os subservientes.

Araguari = (( Poder x Politicagem ) - Justiça)^Impunidade

Fonte (em tese) do tremendo paradoxo:
http://www.correiodearaguari.com/correio/index.php?option=com_content&task=view&id=3913&Itemid=29

Algum dos nobres amigos saberia indicar um Secretário de Estado para intervir na Saúde ?!

Então tá então! Adoece não, povão. ( sic )

Atenciosamente,
Janis Peters Grants.

cidadão araguarino muito triste disse...

Araguari é isso que está aí, antes desempregou os donos de bancas de jornais e outros, agora junto a crise do mata boi onde mais 200 funcionarios perderam o emprego, mais desemprego para a cidade com o fechamento destes estabelecimentos, concordo que precisa de fiscalização, porém conheço lugares que foram alvo deste desvaneio os quais os produtos são elaborados de acordo com a higiene devida, mais uma vez o município junto com o MP matando Araguari.

Ianis disse...

UBERLÂNDIA-MG, 8 de abril de 2011.

Prezado Cidadão daí, daqui, dali...

Aqui, mesas nas calçadas e tarja amarela pintada, demarcando o limite livre para trânsito de pedestres. Compro queijo-fresco com data de validade em diversos lugares. Temos bancas de jornais/revistas.

Ali em Tupaciguara, proprietários dos Tuts/Lanches são autorizados a construir em alvenaria mesmo, no "lugar público". Também tem um boteco que, estabelecido em uma rua com dois sentidos de tráfego e canteiro central, obteve autorização para fechar um sentido, no quarteirão, para colocar mesas e cadeiras no asfalto. Som audível... carros bem estacionados, vizinhos satisfeitos... Ah. Compro queijo-fresco com data de validade em diversos lugares. Temos bancas de jornais/revistas.

Aí, ai... ai... ai... Só PROIBIÇÃO! CUMPRA-SE !!! Tem conversa não. ( sic )

DEVERIAM PROIBIR - e coibir - CORRUPÇÃO !!!

Atenciosamente,
Janis Peters Grants.

Marcos disse...

Beto, Janis e Cidadão Araguarino, concordo plenamente com vocês. O que está faltando em Araguari é o poder público assumir o seu papel. Salvo engano, os governantes são eleitos para gerir a cidade. Gerir é organizar, fiscalizar e fomentar atividades produtivas. Jamais proibi-las por simples comodismo.
Veja o caso dos Tuts. Bastava editar uma lei, permitindo a utilização dos espaços públicos por esse e outros tipos de atividades lícitas. A partir daí, faz-se uma licitação, escolhem-se os ocupantes, cobra-se pelo uso da área pública e fiscaliza-se. É muito simples, mas exige algo chamado "trabalho". Acho que essa palavra incomoda um pouco os nossos gestores.
Em suma, é por essas e outras que tenho vergonha dos atos e omissões praticados por aqueles que deveriam nos representar no comando da cidade.

ARRUDA disse...

Até parece que esta gente quer ver Araguari vazia é o que vai acontecer ultimamente aqui em Araguari acontece coisa que até DEUS, ALÁ, OXALÁ E TODOS OS DEUSES DUVIDAM!!!!!!!!!!!!

Edilvo Mota disse...

Poizé, Marcos

por razões profissionais, voltei a atuar em Uberlândia. Curioso como as bancas de revistas continuam funcionando nas praças, normalmente. E um prefeito que fala grosso (e de forma inteligível).

Vai ver, em Uberlândia ainda não descobriram o "novo modelo" de fazer as coisas desaparecerem.

Alessandre Campos disse...

O Ministério Público e as Promotorias, bem como a Prefeitura, estão atrasados pelo menos 50 anos e depois justificam suas ações em nome do desenvolvimento.

Edilvo Mota disse...

Aliás...

irmã de vereador (sempre o mesmo) recebendo indevidamente o Bolsa Família;

secretários evangélicos pressionando o Conselho Curador da Cultura pra liberar R$ 45.000,00 pra projetos pessoais na igreja...

coisas desse tipo continuam acontecendo à luz do dia em Araguari, sob o beneplácito e a conivência das "autoridades" constituídas.

Leandro Cezar Maniezo disse...

Por falar em Bolsa Família, muita coisa precisa ser investigada. Gente que recebe sem realmente ser pobre tem aos montes e ninguém é capaz de falar pra estas pessoas que elas não têm direito ao benefício e não concedê-lo. Enquanto isso, a periferia da cidade está cheia de gente que nem conhece o programa, nem sabe como se incluir nele.
Claro que há controvérsias e críticas a esse programa assistencialista, mas em se tratando de um programa federal, o mesmo deveria ser tratado com mais cuidado pela prefeitura, a fim de garantir sua transparência, idoneidade e importância.
Questiono uma verba vinda do governo federal para o programa, o IGD (índice geral de participação), algo em torno de R$12.000,00/mês que ninguém sabe a destinação desta verba.
E na oportunidade digo ainda que o "carro está desgovernado". Uma verdadeira desordem se instalou no Bolsa Família em Araguari.

Claro que é importante a fiscalização dos produtos alimentícios, mas não vemos a mínima fiscalização em inúmeras questões, como a acima citada, tratamento de esgoto, transparência nos gastos públicos.

Por que será que o Ministério público entrou com tamanha fúria e efetividade no caso dos açougues???

Ianis disse...

UBERLÂNDIA-MG, 10 de abril de 2011.

Prezado Leandro,

(...)
Por que será que o Ministério público entrou com tamanha fúria e efetividade no caso dos açougues???
(...)

Panis et circenses, às avessas, como tudo em Araguari.

Fonte do desvio da atenção para coisas MENOS graves:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Panem_et_circenses

Creio que o próximo ato AUTORITÁRIO será encrencar com os sacolões e feiras livres...

(...)
Missão de zelar pelo respeito mútuo entre os Poderes e pelos serviços de relevância pública;
(...)

ZÉ-Lando! ( sic )

Desculpem-nos pelo transtorno, é que estamos trabalhando para melhor atendê-los. ( e tentar justificar nossos altíssimos proventos e direitos adquiridos ).

Falando em Saúde, como andam os Processos quanto ao Hospital Municipal e a RÍSPIDA PUNIÇÃO aos responsáveis pelos crimes ali cometidos ?!

Tudo sendo deliberadamente procrastinado até o momento ideal para ser definitivamente abafado né ?! Modus operandi.

Já pensou se a tchurminha de reportagem Global aceitar fazer uma daquelas matérias sobre o tema por aqui ?! Será FANTÁSTICO !!!

( argh !!! )

Atenciosamente,
Janis Peters Grants.

Iconoclasta disse...

Acabei de ver uma documentário mt interessante que se chama "Agenda Esóterica". Uma parte do documentário é reservada sobre a questão de alimentos, e fala da criação do "CODEX ALIMENTARIUS" ou código alimentar. Esse programa está sendo criado para a normalização e processamento de alimentos no mundo o qual efetivará em conjunto com os respectivos orgãos da ONU; FAO E OMS.
O documentário faz uma severa critica a postura dessa entidade, sendo a CODEX acusada de preparar um genocidio em massa da população global para atender ao apelo dos grandes líderes mundiais.
Os procedimentos adotados por essa organização visa sucumbir 3 bilhões de pessoas no mundo!
E uma das suas táticas é criação de animais geneticamente modificados tornando-os assim poucos ricos em proteinas,vitaminas e minerais, provocando inumeras doenças ligadas a subnutrição devido a uma alimentação carente nesse nutrientes. Os alimentos naturais tbm sofrerão com a política de revisão da CODEX, já que estes serão tratados inapropriados para o consumo, sendo apenas liberados após a aplicação de hormônios recombinante, a empresa Monsanto ficará incumbida de desenvolver e aplicar esses hormônios. Para vcs terem uma idéia da gravidade do problema, que na França já foi presa pessoas por venderem 500g de vitamina C pois já é considerada rémedio.
A política do genocidio alimentar é que 1 bilhão de pessoas sejam privadas do consumo dos alimentos, pois são considerados economicamente inviavéis para as grandes corporações. Outros 2 bilhões morreram com a desnutrição.
As Nações Unidas revela por meio de documentos onde clama por reduzir a população do mundo em 80%. E para conseguir isso amigos, estão usando os alimentos como arma.
Por isso concordo contudo que o nosso companheiro Beto disse. A guerra já começou!
Vou ser preso com um saco de laranjas! ahahahahhahahahahahha