segunda-feira, 7 de março de 2011

Mais de 3.000 servidores federais foram expulsos por corrupção nos últimos oito anos

De janeiro de 2003 a fevereiro de 2011, 3.022 servidores foram expulsos da administração pública federal por envolvimento em práticas ilícitas. No total, 2.589 foram demitidos, 252 foram destituídos de cargos em comissão e 181 tiveram aposentadorias cassadas.

Segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (4/3) pela CGU (Controladoria-Geral da União), o principal motivo das expulsões nos últimos oito anos foi valer-se do cargo para obtenção de vantagens, com 1.604 casos, o que representa 33,17% do total. A improbidade administrativa teve 959 casos (19,83%) e o recebimento de propina somou 294 casos (6,08%).

A intensificação do combate à impunidade na administração pública federal é uma das diretrizes do trabalho da Controladoria-Geral da União, que coordena o Sistema de Correição da Administração Pública Federal.

Fonte: Última Instância

Pitaco do Blog
Essa notícia demonstra que os desvios de conduta dos servidores públicos concursados ou comissionados podem e devem ser punidos. Basta o governo querer agir.
Contudo, isso ainda não é o suficiente. Os transgressores da lei deveriam ser exemplarmente punidos, também, pela Justiça, perdendo os bens adquiridos com o produto da corrupção e curtindo um bom período atrás das grades. Também, os grandes corruptos (os agentes políticos) deveriam sofrer essas punições após processos justos e mais rápidos. Nesse ponto, ainda estamos longe do ideal.

4 comentários:

Aristeu disse...

É um número assustador, porém maior do que se apresenta.

Alessandre Campos disse...

Todo ato ilícito deve ser punido, independente de quem o cometeu, se funcionário público (concursado ou contratado) ou funcionário de empresas privadas. Tanto o corrupto como o corruptor devem ser punidos.

O grande problema no Brasil é a falta de observância às leis, até mesmo quando da punição, principalmente de funcionário público que lhe é cerceado o direito de ampla defesa, valendo neste casos o abuso de poder e a perseguição.

Quando o chefe não vai com a cara do funcionário, principalmente o funcionário público, inicia-se a perseguição e em muitos casos é armada uma "cama de gato" para comprometê-lo.

Outro problema que deve ser observado é a contratação de indivíduos com a ficha suja para exercerem cargos de confiança. Uma vez contratada esta pessoa, como ela possui uma moral podre, os atos ilícitos se constituem prática normal para estes doentes, contaminando aqueles que querem ganhos fáceis.

A Lei de Gerson, também conhecida como a Lei daqueles que querem tirar vantagem em tudo, encontra no setor público um campo vasto para sua vigência, assim, infelizmente, os bons funcionários pagam pelos maus e o setor público é visto como o mais corrupto entre outros.

A moral e a ética é algo inerente a essência humana. A maneira como isso é trabalhado no ser humano, pela família, em sua idade de formação (até os 7 anos) irá refletir em sua vida adulta.

Dilson Martins disse...

Marcos;

Não há como bucar outra interpretação!

Você foi curto, grosso e direto. E tais questões seguer carecem da competência de um administrador, doutor, mestre ou uma inteligênica fora dos padrões normais.

Comprometimento para com os problemas da cidade e socorro aos menos favorecidos.

Honestidade, transparência, coragem e determinação.

Conheço pessoas que sem nenhum incômodo e imposição praticam e exigem no interior de suas casas nada menos que o citado acima.

Conheço pessoas que nunca pensaram se vender, mentir e calar em troca de algumas moedas, um emprego ou algo parecido.

O administrador público inbuído de bons propósitos e de posturas retas, não mantém ao seu lado, pessoas que fogem a qualquer um destes princípios, pois, estes lhes são caros e fundamentais para uma boa noite de sono.

Sandrinha disse...

"Não acredito em honestidade sem acidez, sem dieta e sem úlcera."
(Nelson Rodrigues)