terça-feira, 8 de março de 2011

Juiz confirma pedido de afastamento do supervisor regional do DNIT em Uberlândia

Por MGTV TV Integração

de Uberlândia

Já o procurador federal informou que a prisão do supervisor foi revogada na segunda-feira (07)
 
O juiz da segunda Vara Federal, Gustavo Sorato, confirmou que pediu o afastamento do supervisor regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Uberlândia, João Andréa Molinero. Ele disse que nesta quarta-feira (09) o Dnit, em Brasília e Belo Horizonte, deve ser notificado sobre a liminar expedida por ele na segunda-feira (07).

De acordo com o juiz, foi constatada improbidade administrativa, já que João Andrea não tomou providências sobre a instalação de dois radares eletrônicos na BR-050, entre Uberlândia e Araguari. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal em novembro do ano passado.
Ainda de acordo com o juiz, houve prejuízo à administração pública, já que por ter descumprido medida judicial o Dnit está sendo multado em R$10 mil por dia desde a última semana.
O procurador federal Federico Pellucci, autor da ação contra o Dnit, informou que a prisão do supervisor do Dnit foi revogada na segunda-feira pelo Tribunal Regional Federal (TRF). João Andréa Molinero não foi encontrado para falar sobre o assunto.
Fonte:  Megaminas

Pitaco do blog
Tomara que a alta direção do DNIT tenha um pouco de bom senso e não recorra dessa decisão, mantendo o supervisor João Andrea afastado das suas funções até a resolução desse processo.
Pode parecer que esse senhor foi escolhido para "Cristo", mas não é verdade. Há muito, a atuação dele vem deixando a desejar ("deixar a desejar", no caso, equivale a contribuir para o aumento do número de acidentes e de mortos na rodovia).
Vamos só relembrar. Além da não instalação dos radares eletrônicos, o DNIT paralisou, indevidamente, o serviço de poda da vegetação que fica às margens da rodovia, criando perigo de novos acidentes. Em alguns laudos de acidentes na BR-050, trecho Araguari-Uberlândia, há referência à existência de mato alto à beira da pista. Foi preciso que o Ministério Público Federal ingressasse com ação judicial visando a obrigar o DNIT a realizar novamente o serviço.
Isso para não falarmos nas mudanças efetuadas na pista em razão da subida das águas da represa de Capim Branco e da construção da nova ponte. Sou leigo no assunto, mas tenho a impressão de que os traçados de algumas curvas próximas ao rio, ainda no município de Uberlândia, são simplesmente criminosos. Alguns integrantes da imprensa araguarina chegaram a tocar nessa questão, mas infelizmente o assunto acabou morrendo.

3 comentários:

Alessandre Campos disse...

Marcos,

O grande problema das curvas em rodovias é a inclinação transversal e o sentido desta inclinação.

Os projetos de engenharia prevêem a geometria da pista obedecendo a inclinação da drenagem natural das águas pluviais, barateando os custos das rodovias. Assim, pode causar a aquaplanagem dos veículos quando essa água é jogada na pista contrária, bem como, jogar o veiculo para fora da pista pela ação da força centrifuga nas curvas.

Ao percorrer um trecho de rodovia em curva horizontal com certa velocidade, um veículo fica sujeito à ação de uma força centrífuga, que atua no sentido de dentro para fora da curva, tendendo a mantê-lo em trajetória retilínea, tangente à curva.

O traçado desta curva integrado com o sentido de inclinação transversal da pista, de acordo com a velocidade permitida, gera efeitos combinados da força de atrito e da força centrífuga se fazem sentir tanto sobre os passageiros dos veículos quanto sobre as cargas transportadas.

O efeito principal sobre os passageiros é a sensação de desconforto causada pelos esforços laterais que empurram os passageiros para um lado ou para outro, dependendo do sentido da curva. Sobre as cargas, a atuação das forças laterais pode causar danos a mercadorias frágeis e desarrumação dos carregamentos, podendo até mesmo comprometer a estabilidade dos veículos em movimento.

Para contrabalançar os efeitos dessas forças laterais, procurando oferecer aos usuários melhores condições de conforto e de segurança no percurso das curvas horizontais, utiliza-se o conceito de superelevação da pista de rolamento, que é a declividade transversal da pista nos trechos em curva, introduzida com a finalidade de reduzir ou eliminar os efeitos das forças laterais sobre os passageiros e as cargas dos veículos em movimento.

Em muitos casos a geometria das curvas deveria ser totalmente diferente das que temos atualmente, caso fosse levado em consideração cálculos para minimizar as forças atuantes nos veículos.

Portanto, os casos de acidente (capotamento, derrapagem, etc.) em curvas é exatamente por erros de engenharia aliado a altas velocidades.

Edilvo Mota disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Edilvo Mota disse...

Cada macaco no seu galho. Uma breve e rica lição de geometria, dada por quem é do ramo.

Parabéns, Alessandre. E muito obrigado pela aula.

Entrementes, políticos irresponsáveis se lixam para os termos "técnicos" e mantêm a roleta russa das rodovias, enquanto satisfazem seus caprichos, comprando votos e brincando de "administrar" o país.