terça-feira, 15 de março de 2011

As condutas do atual prefeito parecem ser honestas?

Voltou a circular hoje no Diário de Araguari a coluna Em tempo, assinada pelo competente Dr. Valdir Dias, ex-procurador do município de Araguari e Uberaba.
Pode-se concordar ou não com as opiniões exteriorizadas pelo colunista. Só não se pode ser indiferente a elas. Por isso, sempre que possível, abordarei aqui alguns tópicos dessa coluna.
Hoje, chamou-me a atenção, em especial, a seguinte nota:
PONTO ALTO- A severidade do Prefeito quanto aos dinheiros públicos, é hoje quase unanimidade na cidade, que até os adversários mais corretos reconhecem, com exceção apenas dos inimigos políticos que odeiam o governo, qualquer governo, desde que não façam parte dele. Se convocados, passam imediatamente a idolatrar o Prefeito, sem qualquer pudor. São as "viúvas" eternas dos cargos de confiança, que não conseguem viver sem eles.
Primeiro, quero deixar claro que não sou "viúva" eterna de cargo de confiança nem inimigo político de ninguém. Segundo, preciso esclarecer que não questiono pessoas, mas sim os atos de interesse público por ela praticados.
Dito isso, acredito que o culto colunista exagerou na dose. Afirmar que é quase unânime o reconhecimento de que o prefeito é severo no gasto de recursos públicos é dar um passo muito grande. Não ouso dá-lo. Por favor, inclua-me fora dessa quase unanimidade. 
Considerando que o conceito de severidade no gasto público se confunde com o de honestidade, convém examinar se realmente a gestão do atual prefeito pode ser considerada honesta. Sabe-se, no serviço público, não basta ser honesto, é preciso parecê-lo. Vale dizer, as condutas do agente público devem ser consideradas honestas pelos cidadãos. Mas, até onde vai o conceito de honestidade?
Por exemplo, a ação de nomear parentes para ocupar cargos em comissão parece ser honesta? Parece ser honesta a conduta de nomear, para o cargo de procurador municipal, um advogado que defende os interesses do nomeante, inclusive, em processos contra o poder público? O ato de nomear uma pessoa condenada por improbidade administrativa para ocupar cargo em comissão parece ser honesto? A conduta de assistir, passivamente, os procuradores municipais embolsarem  honorários advocatícios que deveriam ser do município pode ser considerada honesta? Inchar a máquina pública, nomeando um número exagerado de cargos de confiança, pode ser considerada uma conduta honesta? 
Os senhores, com certeza, têm muito mais dúvidas como estas. Tirem, então, suas próprias conclusões.

4 comentários:

Anônimo disse...

O "Novo Modelo" com sobriedade com o dinheiro público. hahahahahahahahahahahaha...
Se tivermos que enumerar tantos desperdicios de recurso por falta de planejamento da máquina pública ficamos aqui o dia todo.
Apenas para se ter uma idéia, o vereador Tiãozinho denunciou na Câmara que o governo adquiriu um programa no valor de 2 milhões, além do valor exorbitante na compra de software, o governo deixa de arrecadar receitas acusando o programa de problemas, foi o caso em que o vereador denunciou que uma pessoa procurou soldar sua divida com o municipio no valor de 4 mil reais mas não foi possivel porque o programa apresentava problemas.
Ainda vem falar que o governo tem severidade com o dinheiro público.

Colenghi disse...

Veremos a sobriedade com dinheiros públicos assim que sair o resultado CLI do TFD. Aí veremos quem é sóbrio e quem embriagou-se no poder.

Anônimo disse...

O Valdir Dias que tanto defende o governo não é aquele mesmo que fazia parte de uma junta de advogados onde defenderam o Juberson na última campanha eleitoral?

Anônimo disse...

Por falar em Valdir Dias e seu comentário com relação a severidade do Novo Modelo de Administração quanto aos dinheiros públicos. Veja só o que esta acontecendo em Uberaba-MG. (Fonte Jornal da Manhã - Uberaba, 22 de abril de 2011) 07:46h

Itamar Ribeiro vê eficiência na ação do Ministério Público

O vice-presidente da Câmara, vereador Itamar Ribeiro de Resende (DEM), avaliou como positiva e eficiente a ação do Ministério Público, proposta pelo promotor José Carlos Fernandes Júnior, contra o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (PMDB), por suspeita de superfaturamento nos valores pagos pelo município na obra do Cemea Boa Vista.
O democrata é o autor da denúncia oferecida ao MP, em 2009, através de ofício no qual levantou vários questionamentos sobre a construção, sendo que nesta semana o MP se posicionou através de uma petição inicial de Ação Civil Pública, encaminhada à 3ª Vara Cível da comarca.
Na ação, o prefeito Anderson Adauto, juntamente com o procurador-geral da PMU à época, Valdir Dias, e a AMS Construções e Incorporações Ltda., figuram como réus. Segundo o representante da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, o Centro de Apoio Técnico do Ministério Público (Ceat), responsável pela avaliação, informa no Parecer Técnico de Engenharia que o superfaturamento chega ao montante de R$1.235.889,88. Para Itamar, o MP está agindo corretamente, pois os recursos pagos indevidamente são do povo e devem retornar ao erário. “Se agiram errado, que paguem o devido à população”, defendeu.