quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

"Um olhar sobre a cidade"

A tempestade que caiu na tarde de ontem destruiu grande parte do asfalto na avenida Coronel Theodolino. Os estragos trazem maior dor de cabeça para a administração municipal.
Fonte: Gazeta do Triângulo

Pitaco do blog
Muitas vezes, uma imagem vale mais que mil palavras. É o caso da fotografia publicada pelo Gazeta do Triângulo.
A questão é saber de quem é a culpa pelos estragos da chuva. Seria só de São Pedro?
Acredito que não. Existem aqui na terra outros seres não-santos que são os verdadeiros responsáveis. Afinal, que eu saiba, São Pedro, mesmo tendo negado Cristo três vezes, não é dono de empreiteira.
Os responsáveis são os administradores da cidade, os antigos e os novos. Pelo que se vê em algumas fiscalizações realizadas na Prefeitura, os nossos prefeitos foram extremamente gentis com as empreiteiras. Isso cria uma relação perigosa, afetando a legalidade dos contratos e a qualidade dos serviços. Cito, como exemplo, o fato de o ex-prefeito Marcos Alvim ter sido condenado pelo Tribunal de Contas da União a devolver, juntamente com a construtora Araguaia Minas, valores relativos a generosos reajustes concedidos a essa empresa. Vale ressaltar que esse fato se repetiu outras vezes, conforme demonstrado em relatório de auditoria realizada Controladoria-Geral da União.
Pior: essas mazelas continuam acontecendo. Como as empreiteiras continuam as mesmas, pode-se concluir que as mesmas falhas continuam existindo. Falta apenas constatá-las na prática, o que, infelizmente, só ocorreria se fosse realizada fiscalização no município pela União. Não adianta, nesse caso, colocarmos nossas fichas no controle exercido pela Câmara, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado (TCE/MG). A Câmara não tem condições técnicas nem vontade política de fazê-lo, o Ministério Público já está assoberbado e o TCE não tem condições humanas e materiais de fiscalizar todos os municípios.
Vejam também que, mesmo nas fiscalizações de recursos federais, não foi examinada, na maioria dos casos, a qualidade das obras. A única exceção foi no caso do "Hospital Municipal". Deu no que deu.
É isso.

5 comentários:

Aristeu disse...

Asfalto ou papel impermeabilizante?

Edilvo Mota disse...

Câmara fiscalizando algo?

Peraí... conta outra!

antônia disse...

Tem mais uma, desde sexta dia 28 na rua Joao Texeira de Aguiar (antiga 6 do bairro goiás), acontece um vasamento de água na rua este começou apenas em um lugar agora já espalhou por todo lado o alfalto começa a querer ceder,( AGUA MOLE EM PEDRA DURA!!!!!!!!) e até agora nada foi feito, depois dissem que só fazemos criticas negativas, me mostrem algo positivo com esse pessoal aí.

Anônimo disse...

Djair estamos precisando de um neofito asfalto. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Leandro Cezar Maniezo disse...

A falta de planejamento leva a tragédias, colocando em risco vidas e causando grandes perdas materiais. Milhões foram gastos para canalizar a parte baixa do córrego Brejo Alegre; anos depois, tudo desaba. Os milhões gastos não foram jogados fora? (Digamos que alguns trocados foram para as contas particulares de empreiteiras e políticos). Foram então necessários outros tantos milhões de reais para reconstruir o trecho desabado, que diga-se, foi visivelmente uma obra superfaturada, vide os desníveis, tortuosidades e afundamentos presentes no local. E o pior ainda está por vir, pois, há análises apontando para sérios problemas estruturais na galeria recém construída.
A grande questão que se coloca é se aquela galeria pluvial suportará o afluxo de água que só aumenta a cada dia. Não por conta de São Pedro, mas devido a obras infundadas realizadas em nossa cidade, quais sejam: asfalto nas ruas de pedra e criação de grandes loteamentos populares, alguns canalizando (quando há canalização subterrânea) as águas para a Av. Teodolino. É sabido há tempos que o centro da cidade, onde ainda há ruas de pedra é deficitário em galerias pluviais, não há um sistema efetivo de recolhimento das águas da chuva, que correm em grande parte superficialmente. Com a total impermeabilização do solo nas ruas de pedra a quantidade de água que seguirá por gravidade para a Av. Teodolino vai ser cada vez maior. Assistimos pacificamente a grandes alagamentos em vários pontos da cidade. A grande parte dos loteamentos não está preparado com sistemas de captação de águas pluviais eficientes, não há nesta cidade preocupação com áreas verdes, áreas de infiltração de águas de chuva. Um dia de muita chuva a Av. Teodolino vai ser levada pelas águas. É claro que nossas autoridades virão com o discurso pronto de sempre: que foi uma catástrofe natural, que nunca havia chovido com tanta intensidade.
O planejamento urbano existe para mininizar os danos causados pelos eventos climáticos, e isto é visivelmente negligenciado em Araguari.
A cidade deve ser pensada para o futuro. Pensar na criação de parques urbanos, arborização urbana, áreas de infiltração de águas de chuva, construir galerias pluviais eficientes não são conversa fiada como pensam nossos governantes. Tem-se que aplicar a teoria à prática, a fim de construir cidades planejadas e que funcionem bem durante décadas e séculos! Há um grande desperdício de dinheiro público, as obras são feitas sem pensar no futuro.
Atenciosamente, Leandro Cezar Maniezo