sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Técnicos da UFU realizam nova vistoria no Hospital Municipal na próxima semana

Escrito por Talita Gonçalves


Sex, 04 de Fevereiro de 2011 00:00

Devido às diversas irregularidades em sua construção, valores exorbitantes para realização dos reparos e a necessidade de autorizações de órgãos da Saúde, o Hospital Municipal continua de portas fechadas. No entanto, o impasse parece caminhar, ao que tudo indica, para uma solução provisória.

Prédio do Hospital Municipal poderá abrigar o Pronto Socorro
A intenção da prefeitura é proporcionar o funcionamento do Pronto Socorro provisoriamente nas instalações do Hospital, uma vez que a UPA - Unidade de Pronto Atendimento será construída na área do Pronto Socorro. A obra durará cerca de um ano e compreende um investimento de R$1.400.000.

Para isso, a secretária de Planejamento Thereza Cristina Griep esteve ontem à tarde com os engenheiros da Universidade Federal de Uberlândia para obter o parecer técnico sobre a possibilidade dessa transferência.
Segundo ela, como o primeiro laudo era para o funcionamento do Hospital Municipal no prédio, os inspetores da UFU devem realizar, na manhã da próxima terça-feira, 8, uma vistoria somente desse setor complementar. “Agora será observado se existem condições para transferir o Pronto Socorro. Eles se mostraram muito abertos para que isso possa ser feito com grande agilidade,” completou.
Em fevereiro de 2010, o procurador do Ministério Público Doutor Cléber Eustáquio Neves visitou o Hospital Municipal, acompanhado de autoridades locais e da área de Saúde, com o intuito de determinar medidas para regularização das condições físicas do referido prédio. Na ocasião, o procurador decidiu que engenheiros da Universidade Federal de Uberlândia avaliassem a estrutura do prédio.
A obra foi entregue em 2003, durante a gestão do então prefeito Marcos Antônio Alvim e representa um investimento na ordem de mais de R$ 4 milhões, que estão sendo cobrados na Justiça pela União. Atualmente, é objeto de ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal.
 
Transcrito do Gazeta do Triângulo.
 
Pitaco do blog
Nada de soluções consistentes, duradouras. Apenas paliativos e mais gastos.
Em suma, pagamos por um hospital, mas ganharemos (talvez) apenas um novo pronto socorro.
Aqueles que, eventualmente, "lucraram" com essa obra continuarão sorrindo. O povo continuará na fila da morte, agora em outro local, mais próximo dos "bem cuidados" cemitérios da cidade. Depois dizem que os políticos não se preocupam com a gente...

2 comentários:

Edilvo Mota disse...

Pessoalmente, pelo conhecimento (limitado) que tenho sobre o SUS, acho difícil o Ministério da Saúde autorizar que ali funcione SOMENTE o Pronto Socorro.

Do ponto de vista prático seria até interessante; porém, creio haver restrição legal. Notadamente porque o hospital foi construído com recursos federais, através de Convênio entre o Município e a União (Ministério da Saúde). E o objeto do convênio é claro: "construção e funcionamento de um HOSPITAL".

Caso o governo municipal consiga superar esta restrição legal (e as questões de infraestrutura) dará uma ótima contribuição à cidade. Sem se esquecer, claro, de tomar providências para evitar (de forma legal) a devolução do dinheiro público e também para responsabilizar os (ir)responsáveis pelo não funcionamento até a presente data.

Aristeu disse...

Logo de cara, sem pestanejar, o hospital precisa de socorro e pronto!