segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Agradecimento

Antônio de Paulo Firmino, pai e exemplo de vida
Quarta-feira, 16/02. Pela primeira vez, a tristeza foi minha companheira na viagem de Brasília a Araguari. O caminho da volta parecia interminável. No percurso, eu ainda tentava acreditar que tudo não passava de um pesadelo e que logo iria acordar. Mas, infelizmente, a verdade é que eu tinha acabado de perder fisicamente o meu querido pai. Era, então, uma viagem de despedida, ou melhor, de até breve.
Nada explica a dor que eu venho sentindo desde então. Não existem palavras capazes de definir o que se passa em nosso interior nessas ocasiões. São feridas na alma que somente a fé em Deus, a força vinda dos  amigos e o passar do tempo conseguirão amenizar.
Por isso, valho-me deste espaço para agradecer a todos que me apoiaram neste momento difícil. O forte espírito de solidariedade presente nestes amigos e leitores tão especiais deu-me forças para enfrentar essa situação. 
Ao retomar a caminhada, mais do que nunca tentarei seguir a trilha de bondade, de humildade e de ética que o senhor Antônio traçou aqui na terra. Sei, não vai ser fácil. Ele é um espírito muito iluminado. 
Quero ainda dizer que sou muito grato a Deus por ter me dado a oportunidade de conviver com ele. Ao lado da dona Teresinha, ele nos ensinou o que é família, inundando a minha vida e a de minhas irmãs com palavras e exemplos sempre voltados para o bem. 
Ciente da grande responsabilidade de ser filho do senhor Antônio e contando com a força dos amigos leitores, volto à luta. Obrigado a todos!

8 comentários:

Aristeu disse...

Então... Também marejei! Minha dor não é comparável à tua, mas também dilacera e, in memoriam, procuro a retidão do seu Antonio como norte dos meus passos.

Ronaldo César disse...

Marcos,
Um dia saberemos que vamos partir ou pessoas queridas do nosso convívio, mas nunca imaginamos quando. Um mistério que Deus preserva. E pior que nós achamos que nossos entes queridos nunca vão morrer. Esse dia chega e nós não estamos preparados. É uma tristeza só. Fica de bom o exemplo de vida, de luta e retidão e sabermos que fizemos parte disso. Isso nos consola mas nao nos preenche. Só tempo mesmo.
Meus sentimentos.

Edilvo Mota disse...

Marcos,

Seu pai cumpriu com galhardia a missão que Deus lhe confiou: fecundar a retidão de caráter entre os seus.

Cumprida a tarefa, eis que o Ele chama para seu convívio os puros de alma.

Continue seguindo o exemplo paterno, fazendo cumprir o desejo de Deus: paz na terra aos homens de boa vontade, o amor ao próximo como premissa de vida e o senso de justiça, acima de tudo.

Meus sentimentos e minha solidariedade...

Eliane morel viana disse...

Andar com fé é saber que cada dia é um recomeço. É saber que temos asas invisíveis e fazer pedido para as estrelas, voltando os olhos para o céu.

Andar com fé é olhar sem termos as portas desconhecidas com a mão estendida para dar e receber.

Andar com fé é usar a força e a coragem que habitam dentro de nós, quando tudo parece acabado.

"Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria." Renato Russo

Tudo, menos o amor, pois este sempre viverá.

Alessandre Campos disse...

Marcos,

22 anos atrás, eu ainda com 19 anos, vi partir aquele que seria um modelo de Homem: meu PAI.

A dor da perda é indescritível; a saudade traça o caminho pela distância material; a fé conforta pela certeza que o encontro está, cada vez mais, se aproximando.

Essa viagem é inevitável, mas lembremos com alegria de todos os momentos vividos com ele.

Deus console e fortaleça você e toda sua familia.

antonia disse...

Marcos sinto muito não conheço vc pessoalmente, porém seu pai eu via todos os dias ao ir e voltar do trabalho meu percurso é por aquela rua , não tinha conhecimento com ele mas nos comprimentavamos quase todos os dias, pois frequentemente ele estava sentado em uma cadeira confortável na garagem. MUITA FORÇA SEI IRÁ PRECISAR, PERDER PAI E MÃE É COMO PERDER NOSSA IDENTIDADE.

Aristeu disse...

Antônia, aquela cadeira era muito mais que confortável - era fruto das hábeis mãos antonianas. Algumas cadeiras foram levadas por amigos do alheio do alpendre do seu Antônio, mas engenhoso como ele só, além de passar uma corrente, colocou um pequeno sino de bronze atrás do encosto - um alarme sonoro providencial.

Sandrinha disse...

É o incompreensível casando-se com o inaceitável e o tudo rasgando a alma.
Essas dores poderão se acalmar, mas nunca se apagarão.
Mas quando a vida chega ao final depois de primaveras e primaveras e outonos e mais outonos, nada mais justo que o repouso e aceitar a partida é uma forma de dizer ao outro que o amamos, apesar da falta que vai fazer.
Não podemos prender as pessoas a nós para ter a oportunidade de dizer tudo o que queremos ou fazer tudo o que podemos por elas.
De qualquer forma, depois que se forem, sempre nos perguntaremos se não poderíamos ter dito ou feito algo mais.
Mas essas questões são inúteis.
O amor que ama integralmente não quer ver o outro sofrer e ele abre mão dos próprios sentimentos para que o destino se cumpra, para que a vida siga seu curso.
As dores do adeus são as mais profundas de todas.
Mas elas também amenizam-se com o tempo e um dia, sem culpa, voltamos a sorrir, voltamos a abrir a janela e descobrimos novamente o arco-íris da vida.
Depois da tempestade descobrimos um dia novo e o sol brilha de maneira diferente.
E talvez seja assim que aprendemos a dar valor à vida, aos que nos cercam; aprendemos a viver de forma a não ter arrependimentos depois e aproveitar ainda mais cada segundo vivido em companhia daqueles que nosso coração ama.