terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Correio de Araguari: chapa-branca ou laranja?

Tornaram-se corriqueiras as críticas desferidas pelo Correio de Araguari contra aqueles que ousam questionar atos da gestão Marcos Coelho. Nada demais. A liberdade de expressão ampara esse comportamento. Contudo, os antecedentes do jornal e daqueles que aparentam ser seus proprietários demonstram que a opinião do Correio deve ser vista com a maior desconfiança possível. É que, desde sempre, o jornal vem se notabilizando por puxar o saco dos atuais governantes.
Primeiramente, a origem do jornal já nos causa dúvidas. Vê-se que a empresa Editora  e Artes Gráficas Correio de Araguari Ltda foi criada em 26 de novembro de 2008, coincidentemente poucos dias  após a eleição do prefeito atual da cidade.
Além disso, integram o seu quadro funcional (editorial) com aparência de proprietários os senhores Astério de Souza Mota e Joaquim Farias de Godoi. O primeiro desses senhores (Astério) foi condenado criminalmente pela Justiça Federal por sonegação fiscal praticada quando era vereador. Não foi preso por causa da prescrição (demora no processo judicial). Na ocasião, o juiz federal considerou que ele tinha movimentação financeira incompatível com os salários que recebia da Câmara. De onde vinham esses recursos?!
Coincidentemente, o outro integrante do Correio (Joaquim Godoi) foi, ao lado do atual prefeito, vereador do município. Nessa condição, foi condenado, sempre junto com o atual prefeito, a devolver ao município valores recebidos indevidamente da Câmara. Até hoje a Prefeitura tenta receber esses valores... Pior:  foi condenado por improbidade administrativa por desvio de recursos públicos. Na ocasião, um grupo de vereadores fraudou notas fiscais e usou funcionários fantasmas.
Por causa desse passado, o senhor Joaquim Farias de Godoi não poderia firmar contratos com o município de Araguari. Talvez por isso, a empresa não esteja registrada em seu nome. Estranhamente, conforme informações da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (vide foto acima), o Correio pertence a uma sociedade composta por duas pessoas que nunca aparentaram ser seus proprietários: Rafael  de Souza Caetano e Marshelia da Cunha Melo.
O mais inustado vem agora. Pasmem! O próprio Correio não trata um dos seus proprietários com o respeito devido. Em duas edições (veja fotos abaixo), o jornal afirmou ter recebido a visita do advogado Dr. Rafael de Souza Caetano. Não há nenhuma referência ao fato de ele ser um dos sócios da empresa. Ora, como alguém pode ser considerado visita dentro da sua própria casa? Falta de cortesia?! Insubordinação?!
Além desses fatos que nem o Impoderável da Silva explicaria, existem outros que justificam as desconfianças em relação à linha editorial puxa-saquista adotada pelo Correio e à lisura dos ajustes firmados com a Prefeitura.
Primeiro, o município pagou R$ 4.300,00 (quatro mil e trezentos reais) por 30 (trinta) assinatura do jornal durante o ano de 2010. Observa-se que a Prefeitura, neste caso, foi generosa. Ora, quem faz 30 assinaturas de um jornal deveria ter direito a um descontinho. No caso, o município paga ao jornal o mesmo que qualquer outro assinante (com uma só assinatura) pagaria.
Segundo, a Prefeitura creditou ao referido jornal a importância de R$ 22.000,00 (vinte e dois mil reais) no ano de 2010 relativa à publicação de leis e atos do poder público. Sobre a contratação do Correio, está em exame no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) uma denúncia feita por mim. Por meio dela, questionei, entre outras irregularidades, o fato de a publicação oficial no Correio ser feita em tamanhos extremamente generosos. Para se ter uma ideia do absurdo, o espaço usado para publicar uma lei no Correio é suficiente para publicar três leis de idêntico tamanho em outros jornais (Correio Braziliense e Diário Oficial da União, por exemplo). Esse procedimento causa inegável prejuízo ao município, uma vez que se paga muito mais do que o necessário para dar publicidade aos atos públicos.
Terceiro, o Correio recebe, ainda, parte dos recursos gastos com publicidade e propaganda pelo município (Prefeitura e Câmara). Assim, uma fatia dos pagamentos feitos à André Franco Produções, empresa contratada pelo município para prestar esse serviço, vai para aquele jornal. Deixo de publicar aqui os valores porque, no momento, não consta do Portal da Transparência da Prefeitura o relatório de despesas do ano de 2010. Além disso, a agência de publicidade não torna públicos os valores pagos à mídia.
Com essas considerações, já é possível saber o porquê de o jornal ter essa linha de atuação tão subserviente ao novo modelo de administração. Restam, contudo, duas dúvidas. A quem efetivamente pertence o jornal? São legais esses contratos firmados com o município? Com a palavra o TCE-MG, responsável pelo exame da denúncia acima referida. Com a palavra também o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, a quem serão enviadas cópias da denúncia e desta postagem.


O Correio de Araguari agradece as visitas do empresário Dr. Marcellus Merola e
do Advogado Rafael de Souza Caetano


O Correio de Araguari agradece a visita dos adovogados Rafael de Souza Caetano
 e Hermano Resende Lemos
Clique nas datas a seguir para ver as edições do Correio de Araguari citadas nesta postagem: 26/08/2010 e 28/10/2010.

9 comentários:

EFGoyaz disse...

Como se não bastasse a contestável ética e qualidade da informação disponibilizada pelo jornal, eles ainda publicam insistentemente material de direito autoral alheio sem autorização.

Edilvo Mota disse...

E vocês ainda reclamam de AUTORitarismo...

Edilvo Mota disse...

Por falar em jornal, saiu hoje no GAZETA DO TRIÂNGULO uma notinha paga, no cantinho inferior da página 5:

"A Diretoria de Pessoal da Superintendência de Água e Esgoto-SAE, vem se retratar acerca dos boatos envolvendo o nome do empregado, Sr. CARLOS ANTÔNIO DE PAULA, atualmente ocupante do cargo de diretor do Sintespa - Sindicato dos Trabalhadores e Empregados em Serviços Públicos Municipais de Araguari/MG. A autarquia antes referida pede desculpas, reconhecendo que este trabalhador sempre atuou no meio sindical de modo a defender os interesses dos empregados da SAE, sem pretensão de auferir quaisquer vantagens econômicas e financeiras em seu favor."

No rodapé da nota, em letras minúsculas, quase ilegíveis, o preço da publicação: R$ 66,00.

Não sei qual foi a lambança. Mas intriga qual seria a justificativa para gasto de dinheiro público nesse "pedido de desculpas".

Enquanto isso, os servidores da Saúde, sacaneados no início de 2009 e também agora, no final de 2010, aguardam pedidos de desculpas. No caso, por medida de economia, o pedido poderia ser verbal mesmo...

Anônimo disse...

Este Rafael é bate pau do Joaquim Godoy... o Astério é o puxa saco de qualquer prefeito.

Anônimo disse...

Parasitas...

Anônimo disse...

Joaquim Peixoto, Limírio, Joaquim Godoi, Astério... É a lista dos moradores da PENSÃO TAPERÃO?????????

Anônimo disse...

É por isso que esse governo a cada dia afunda... sempre os mesmos ASTÉRICA,LÍMIRIO,ETC.

antônia disse...

È infelizmente as coisas acontecem desta forma, tudo hoje é no nome de laranja, temos exemplo clássico de algumas empreiteiras paga pela prefeitura em nome de laranjas, todo mundo sabe quem é o verdadeiro dono mas este perderia perder o cargo por ferir a lei organica,a constituição federal os principios da administração pública e por aí vai ,e fica esta hipocrisia todo mundo fingi que não sabe e este senhor é aquele tipo está sempre na situação seja ela qual for, pra se ter uma ideia no mandato passado defendia a situação e agora outra vez representa a situação contraditorio ele NÃO? Será que estas licitações são claras, talvés fosse bom começarmos averiguar sua transparencia.

EFGoyaz disse...

É que em Araguari não temos Ministério Público. E pro povo tanto faz.
E agora a prefeitura lançou um tal de "CORREIO OFICIAL". E advinha quem é o expediente de mais esse?