sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Estamos nos tornando preconceituosos

O paulista elege o Tiririca. Isso é voto de protesto. O nordestino vota na candidata do PT. Bem, isso é voto de cabresto dado por pobres e analfabetos que não querem perder o bolsa-família.
Perceberam como estamos nos tornando preconceituosos? Isso  é resultado de ideologias que nos são empurradas goela abaixo. Engolimos esses discursos sem digeri-los. Cuidado! Mentiras e generalizações absurdas, quando repetidas com frequência, tornam-se verdades absolutas.
Ninguém se perguntou por que uma pessoa se "vende" por um salário-mínimo mensal. Ninguém questionou como essas pessoas viviam antes do bolsa-família. Ninguém quer saber para aonde iam os recursos que hoje são gastos com o bolsa-família.
Pensemos nisso...
Com Deus,
Com carinho,
Marcos.

7 comentários:

Alessandre Campos disse...

O Brasil ou qualquer outra nação tem governantes que são o reflexo cultural de seu povo.

Política, como substantivo ou adjetivo, compreende arte de guiar ou influenciar o modo de governo pela organização de um partido político, pela influência da opinião pública, pela aliciação de eleitores [HOUAISS].

Na conceituação erudita, política "consiste nos meios adequados à obtenção de qualquer vantagem" [Wikipédia].

Nestes termos, e ao pé da letra, não é preconceito as afirmações do texto, mas constatação de um fato, qual seja, a obtenção de vantagem, seja por parte do eleitor ou do eleito para fins particulares.

O Político alicia o eleitor e o eleitor alicia o político em trocas constantes de benefícios, tanto para um lado como para outro.

E assim, a cada eleição as mesmas discussões e as mesmas acusações e hipocrisias, mas nada de concreto, ou seja, "de concreto mesmo, só o 'cimento'" [Tiririca].

Vote SERRA. O Brasil no topo!

Marcos disse...

Concordo em parte. A questão pode ser vista por esse ângulo, mas pode ser vista por outros.
Por exemplo, qual o impacto econômico do bolsa-família? Veja: o dinheiro sai do governo e volta para as famílias. Isso é bom ou ruim?
Nos meus ínfimos conhecimentos econômicos, entendo que mais dinheiro circulando gera maior demanda, o que traduz maior crescimento econômico.
Há ainda uma questão social. Em regra, o brasileiro é honesto e trabalhador. Trabalhar é uma forma de inserção social. Ocorre que muita gente não tem sequer o mínimo para ingressar no mercado de trabalho. Daí a pergunta que não quer calar: como é que essas pessoas viviam antes do bolsa-família? Como não morreram de fome, é pertinente admitir que simplesmente vegetavam sobre a terra ou sobreviviam como escravos.
A questão é tão interessante que até mesmo o PSDB mudou de opinião. O próprio Serra, adepto do estado mínimo, vive apregoando agora que vai criar um "décimo-terceiro salário" para o bolsa-família. É isso o que ele realmente pensa? Ou essa mudança é apenas para fins eleitoreiros?
De qualquer forma, não dá para caminhar ao lado dos que acham que esse tipo de programa serve somente para aliciar eleitores. Estudos sérios sobre o assunto tem demonstrado que o bolsa-família permitiu a inclusão social de milhões de brasileiros que, agora, como consumidores, passam a existir perante a sociedade e o Estado. Melhor que qualquer trabalho acadêmico, é a realidade à nossa volta que mostra, com clareza solar, que o país mudou a partir de algumas políticas sociais implantadas nos últimos anos.

Aristeu disse...

Eu não votei no Tiririca por falta de oportunidade do meu Estado, pois eu protesto sempre. Acho inclusive um erro, afinal se o deputado é federal porque contabilizá-lo por unidade da federação? A candidata do PT não recebeu o meu voto, pois eu tinha a Marina como opção mais inteligente. Agora, no Segudo Turno, entre Serra e Dilma, a vantagem dela é muito grande, pois o voto dos menos favorecidos, inclusive de análise, é maior do que estes intelectuais blogueiros. A Dilma pra mim é tudo de ruim e, como gosto de protestar ou contribuir para a professia do Rui Barbosa(Povo/Governo/Merecimento), é bem capaz de que o meu voto vá pra ela.

Alessandre Campos disse...

Marcos,

Parabéns, por este espaço democrático e respeitoso aberto para o debate de idéias.

Tive alguns contatos com pessoas que vivenciam a realidade das pessoas que recebem o bolsa-familia.

De acordo com a declaração destas pessoas, a maioria dos que recebem este beneficio (que varia de R$ 22,00 a 200,00 depende de alguns critérios) usam este dinheiro não para sair da miséria ou matar a fome, mas, para compra de drogas lícitas (cachaça e fumo) exatamente pelo estado de abandono que estas pessoas se encontram. A situação mais critica é nas aldeias indígenas na Amazônia, onde a maioria dos índios ficam nas cidades se drogando licitamente. O caso do nordeste, também, não fica para trás, pois a emigração, em busca da sobrevivência, continua.

O discurso de que bolsa-familia diminuiu a miséria no Brasil é eleitoreiro e pirotécnico. Num país de 189 milhões de habitantes, em 2008, apenas quase 12 milhões, ou seja, 6,32% da população recebiam a bolsa familia, sendo que, segundo a FGV, no mesmo ano os remediados e pobres (aqueles que recebiam entre R$103,00 e 207,00) eram quase 30% da população, ou seja, 57 milhões. Nestes termos, a diminuição da miséria é ínfima.

A realidade prática, diferente dos números divulgados pelo governo (de acordo com seus interesses) não mostra esta diminuição da miséria. Antes da bolsa-familia estas familias viviam e ainda vivem de doações de instituições religiosas, principalmente as espíritas, que doam-lhes cestas básicas, bem como, distribuem sopas, sem alarde e sem ajuda governamental e isso não entra nas estatísticas. Além da ajuda da população em geral.

O governo precisa sair das salas confortáveis da ilusão e da manipulação de números e colocar o pé na realidade nua e crua da situação de sobrevivência da população. Na porta da minha casa a mendicância continua e nunca terminou.

Portanto, R$ 22,00 ou R$ 200,00 não mata a fome de uma familia que na sua maioria possui mais de 5 membros. Isso reduz o ser humano ao estado de dependência e humilhação.

Edilvo Mota disse...

Na manhã deste sábado (16/10/2010) meu filho atendeu ligação telefônica.

Uma voz feminina, se identificando com "Sandra da Dengue" me mandou recado, dizendo que ando falando sobre problemas no Controle da Dengue e que isto pode me causar problemas.

Como não conheço nenhuma "Sandra da Dengue" é óbvio que se trata de algum pau mandado do governo.

Ao que parece, o estilo truculento, medieval e autoritário do binômio PMDB/PT que no nível federal tenta na base da intimidação e da censura coibir o livre direito de expressão (vide censura ao jornal "O Estado de São Paulo"), também contaminou o governo local.

É lamentável a falta de tato, de bom senso e de desprendimento para lidar com a função pública e a espinhosa tarefa de lidar com o contraditório. Notadamente quando a opinião pública comenta fatos, sem fazer juízo de pessoas.

Nem "Sandra da Dengue, nem secretária de saúde, nem governo municipal devem se perder tempo tentando me intimidar.

Devem todos, isto sim, se ocupar de redobrar esforços e competências para exercer com dignidade e eficiência as tarefas que a gestão da coisa pública lhes impõe e que foram delegadas pelo povo, através do voto.

E, cumprindo os preceitos da lei, todo governo deve, sim, satisfação a nós cidadãos/contribuintes que financiamos a administração pública através dos impostos que nos são cobrados diariamente. Mandato eletivo não é cheque em branco e a coisa pública não é domínio de meia dúzia (nem em modelos novos nem nos velhos).

De mais a mais, continuarei exercendo meu direito de expressão; respondendo, inclusive judicialmente, pelo que escrevo ou falo.

Sandrinha disse...

Ahhhhhhhh neinhhhhhhhhh
Num fui eu naum...viu Edilvo!

Edilvo Mota disse...

Sandra, nem de longe me ocorreria pensar nisso.

Você não se sujeitaria a tão abjeta tarefa.