domingo, 21 de março de 2010

Equipe da SAE produzindo buracos

5 comentários:

Aristeu disse...

Outro buraco

Antes de qualquer censura
Quero esclarecer direito:
Estes versos buscam a cura
De quem tem o preconceito.

Tenho mais de quarenta
E tal idade é indicada,
Mesmo que nada aparenta,
Pra o homem levar “dedada”!

Na ante-sala do urologista,
Alguns de chapéu disfarçados,
Óculos escuros esportistas,
Cada qual amargurado!

Tomei um banho caprichado,
Perfumei o meu cangote,
Só não me pus depilado...
Lá no fundo vai que’u goste!

O doutor tinha uma estatura
Que me deixou confiante.
Mergulhei na aventura:
Eu sou macho e não amante!

Tive então uma experiência,
De todas a mais profunda,
Um sujeito das ciências
Começou a circundar!

Fiquei prostrado à mostra,
Respondia com gemidos
Cara de quem não gosta,
Um trancamento fingido!

Tenho que tomar cuidado,
Vale a pena ir de novo?
Até já fui convidado,
Deixe a boca do povo...

Dói muito mais o dentista,
Mas a verdade do toque
É que faz terra, o eletricista,
Ainda assim levei choque.

Enfim fiz o exame,
Mas estou desapontado,
Pois um novo vexame
Daqui um ano passado.

Edilvo Mota disse...

ha ha ha ha ha ha...

Cada buraco com a sua piada...

Edilvo Mota disse...

É ilusão de ótica ou o tatu tá amarrado pela cintura por uma providencial corda??

Marcos disse...

O Aristeu é impagável, como diz o Edilvo. O poeta realmente sabe qual a diferença entre o fio-terra e o exame de toque. Deve ser a mesma entre o beijo e o beijo técnico...rs
Sobre os buracos da SAE, realmente a charge é muito parecida com a realidade. Pelo que vi nas leis que organizaram a SAE, nós temos lá muito cacique para pouco índio.

Aristeu disse...

Caro Edilvo, pura ilusão de ótica. Ampliei o original da imagem e vi que o cabo de uma ferramenta perfurante dá a impressão de servir de cabo de socorro. Ele deve estar com a corda no pescoço com tantos fiscais exigindo produção.