segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Mais uma Farsa Legislativa

Acontece hoje em Araguari mais um espetáculo deprimente, mais uma farsa. Com direito a imensas comemorações, a Presidente da Câmara de Vereadores irá devolver 150 mil reais ao Poder Executivo. Diz ela tratar-se da economia feita pela Casa durante o ano de 2009.

Como as contas da Câmara são uma espécie de caixa-preta, não é possível afirmar que a gestão daquela Casa realmente primou pela economicidade dos gastos e que, efetivamente, esse é o valor máximo que poderia ser economizado pelos nossos edis durante o ano passado.

Ao contrário, diante da falta de informações à sociedade, pode-se extrair conclusão diversa, no sentido de que aquela Casa gasta mal os recursos públicos. Se não, vejamos.

De plano, temos em Araguari vereadores muito bem remunerados, ganhando 7 mil reais por mês, com direito a um discutível 13º salário e a verbas de gabinete cujo montante, por absoluta falta de transparência da Casa, não é de conhecimento público. Assim, basta comparar os salários desses senhores com a renda média da população araguari para se chegar à triste conclusão de que os nossos tributos não estão sendo bem gastos por aquela Casa, que se transformou numa Ilha da Fantasia.

Vamos além. O nosso Legislativo atua sempre no fio da navalha, ou seja, gasta o máximo permitido pela Constituição e pelas leis. Ora, a autorização para se gastar até certo limite não é o mesmo que se permitir que os gastos sempre atinjam aquele teto. Em outras palavras, a Câmara de Vereadores atua de forma antieconômica e ineficiente na gestão de recursos públicos.

Somente com base nesses dados já é possível afirmar que a devolução de recursos feita pela senhora Presidente da Câmara ao Poder Executivo é simplesmente uma farsa, um ato meramente formal que, não caracterizando a boa gestão da coisa pública, apenas procura esconder a realidade dos gastos do Legislativo. Na verdade, é apenas uma forma de tentar nos fazer esquecer a falta de transparência daquele Poder, traduzida na ausência de publicação dos atos de nomeação de comissionados, na falta de prestação de contas dos gastos dos senhores vereadores com os respectivos gabinetes, com viagens, etc.

2 comentários:

Aristeu disse...

Eu acredito que seja incompetência para gastar: Tanto no tanto que gastou quanto no quanto que irá devolver.

Anônimo disse...

Pastori, em dois anos de presidência, levou R$ 6 milhões. Em um ano de Eunice sobrou apenas R$ 150 mil. Vc tem toda razão de questionar.