segunda-feira, 15 de junho de 2009

E a saúde, como vai?

Para essa singela e corriqueira pergunta, a resposta, em Araguari, só pode ser negativa. De fato, há muito tempo a saúde pública vai de mal a pior.
O rol dos problemas, que já é extenso, não para de crescer. Apenas para exemplificar, temos: i) mau atendimento dos postos de saúde, com filas em plena madrugada, ii) médicos que não cumprem jornadas de trabalho, iii) falta de equipamentos básicos, iv) contingenciamento de gastos, v) um hospital que, apesar de inaugurado duas vezes, ainda não funciona.
A culpa desse caos não pode ser imputada exclusivamente à administração atual da cidade. Com efeito, boa parte dessa má gestão, com honrosas e raras exceções, é oriunda de governos anteriores. Por exemplo, como é que se inaugura duas vezes um hospital construído com inúmeros problemas de projeto e de execução? Isso é caso de responsabilização rigorosa dos envolvidos. A não ser que, como sói acontecer, termine em pizza...
Por ser um problema que afeta, principalmente, a população mais carente, este humilde blogueiro irá dar mais ênfase a este tema nos próximos dias. Após coletar algumas informações, quero dar nomes aos bois, dizendo quem está fazendo alguma coisa para minorar esse sofrimento do povo, bem como trazendo os nomes daqueles que, desgraçadamente, contribuem para o agravamento da situação.
Ótima semana a todos os meus dois leitores!

4 comentários:

Aristeu disse...

Também os gestores da Saúde, quando agem em proveito ilícito próprio, o máximo que pegam é prisão de ventre!

natal fernando disse...

Parece-me que quando estivermos com esse hospital funcionamento em sua plenitude, além dos problemas de orçamento, suprimento de materiais e medicamentos, ele terá ainda o problema de suprimento de médicos, segundo se deduz da coluna do Beregeno, que me permito transcrever, e que me parece são problemas de hospitais privados e se tem problemas nesses mais ainda haverá nos públicos:
13-Jun-2009 –
“por Luciano Beregeno
beregeno@gazetadotriangulo.com.br
Se depender da grande maioria dos nossos médicos por aqui, Araguari continuará na Idade Média e dependente da sedução fatal uberlandense, em caso de necessidade, gravíssimas ou não.
É que por conta do feriado da quinta-feira, boa parte deles – nossos médicos – desapareceu da cidade com D.I. (destino ignorado) e aqueles que justificaram ausência, informaram estar atendendo em Uberlândia.
Na boa o lance de atender em outras cidades e tudo o mais. Mas, tem que ser quase todos ao mesmo tempo? E o que sobra pros pacientes daqui? OU melhor, o que sobra pros CLIENTES daqui? Coisa triste e carece discussão séria.
Discussão séria porque a carência de médicos em algumas especializações e a velha mania de dar mais atenção a empreendimentos rurais particulares, principalmente nos finais de semana, gera reclamação indignada, há anos.
Eu sei que na própria defesa podem até avocar o direito ao lazer, à convivência com a família e por aí vai. Natural e certíssimo, porém, totalmente em desacordo com a condição de quem padece e agoniza, nem sempre cândida e placidamente.”

Aloisio Nunes de Faria disse...

Uai! Só dois leitores. E eu, onde fico nesta?

Marcos disse...

Calma, Aloísio! Dois é uma mera tentativa de aproximação. Digamos: maior ou igual a dois...rs
Natal, eu li o comentário do Luciano e concordo plenamente com a preocupação dele. Infelizmente, em Araguari, os médicos se preocupam mais com os próprios empreendimentos rurais do que com o atendimento ao público. Já vivenciei situação semelhante quando um parente meu estava internado em um hospital de Araguari e o médico o visitou, com a velocidade de um cometa, num dia de sábado. Ao olhar pela janela do hospital, vi a camioneta do dito cujo carregada de feno ou coisa parecida. Em outras palavras, ele ia cuidar da fazenda e aproveitou para dar uma passadinha remunerada no hospital.
Na verdade, a situação da maioria dos médicos é bem cômoda. Essa parcela de profissionais atende mal na rede pública para empurrar o paciente para a privada. Quando são necessários procedimentos mais complexos, ou eles cozinham o galo, mantendo (enganando) o cliente até a morte ou, se a pessoa tiver condições financeiras ou for amiga do rei, consegue procurar um atendimento melhor em Uberlândia ou outro grande centro.